E la nave va

Acaba de sair da gráfica o volume 14 da Coleção Senac de Fotografia. Desta vez é com a fotógrafa de publicidade  e moda Ella Dürst. Uma pessoa instigante, cheia de humor e de ponderações muito interessantes. Curiosa, perspicaz, é capaz de rir de si mesma (coisa rara neste meio), fazendo comentários contundentes – facetas que transparecem em suas fotografias. Com elas não existem meias-palavras: “gosto de fotografar, gosto de fotografar”. Além disso ela traz também neste livro suas fotos experimentais.Agora eu e Thales Trigo meu parceiro na organização da coleção já estamos com mais dois livros na boca do forno. Esta coleção tem como objetivo oferecer um panorama dos fotógrafos e da fotografia brasileira nas mais diversas áreas, como moda, publicidade, fotojornalismo e a fotografia experimental e autoral, de conceituação difícil.

Aviso aos navegantes: prêmio FCW prorroga inscrições!

A Fundação Conrado Wessel prorrogou até 31 de março o prazo das inscrições para a próxima edição do Prêmio FCW de Arte 2007, atendendo a pedidos de alguns fotógrafos por dificuldades técnicas no envio de sua ficha de inscrição em decorrência de alterações promovidas no “site” www.fcw.org.br.

O objetivo é permitir que todos os profissionais interessados tenham o tempo necessário para participar, seguindo as regras estabelecidas para o concurso. A data limite para as inscrições prevista inicialmente era 10 de março.

A ficha de inscrição e o regulamento completo do concurso estão disponíveis no “site” da Fundação Conrado Wessel .

Os fotógrafos interessados, que tenham trabalhos comprovadamente veiculados em mídia impressa nacional ou internacional, podem concorrer em duas categorias:

“Fotografia Publicitária” e “Ensaio Fotográfico”.

Essa nova edição do Prêmio FCW de Arte conta com alterações no regulamento da categoria “Ensaio Fotográfico”, na qual concorrem trabalhos constituídos por um conjunto de no mínimo 5 e no máximo 20 imagens, que podem ter sido produzidas em épocas distintas, mas devem ter sido publicadas de uma única vez em mídia impressa.

Serão permitidas as inscrições de ensaios veiculados entre 01 de janeiro de 2003 e 15 de dezembro de 2007, com o tema “Brasil: a questão socioambiental”, com abordagens que tenham a natureza ou a relação do ser humano com o seu meio.

As inscrições para a categoria “Fotografia Publicitária” seguirão as mesmas regras das últimas edições. Podem participar os fotógrafos de publicidade de todo o país, com até dois trabalhos veiculados em mídia impressa, entre 16 de dezembro de 2006 e 15 de dezembro de 2007. Continua valendo a obrigatoriedade de uma agência de publicidade na intermediação da veiculação do anúncio do qual a imagem faz parte. Além disso, a autoria só será válida quando o fotógrafo responder por, no mínimo, dois terços da imagem, devidamente comprováveis em caso de eventual auditoria.

A exemplo das edições anteriores, os trabalhos inscritos nas duas categorias do Prêmio FCW de Arte serão julgados por uma comissão composta por alguns dos maiores nomes da fotografia brasileira. O primeiro e o segundo colocados em cada uma das categorias receberão, respectivamente, R$ 115 mil e R$ 28 mil, incluídos os encargos fiscais.

Livro comemorativo e exposição

As 100 imagens escolhidas pelo júri do Prêmio FCW de Arte integrarão um livro e uma exposição. A mostra deste ano, realizada entre o final de outubro e o início de novembro, no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em Brasília, foi vista por mais de 12 mil pessoas, entre fotógrafos profissionais, estudantes e público em geral.

Esta foi a primeira vez que a exposição foi realizada fora de São Paulo.

Entre as fotografias que compunham a mostra estavam as imagens vencedoras de Tiago Santana , com o tema “O Chão de Graciliano”, sobre o sertão brasileiro, que conquistou o primeiro lugar da categoria “Ensaio Fotográfico, e de Gustavo Rodrigues de Lacerda , que ganhou na categoria “Fotografia Publicitária”  com o trabalho “Tim: viver sem fronteiras”.                                                                     

Estou muito feliz!!!!!

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Enfim! Nos últimos tempos só tenho feito o que mais gosto! Minhas aulas no MAM – uma delícia. Sempre me divirto. Minhas matérias no Estadão – adoro escrever, sempre quis e continuo querendo ser jornalista. Decidi isso aos 13 anos! E agora, depois de muitos percalços, que não vêem ao caso, a Coleção Senac de Fotografia está de volta. Ainda neste mês – já está na gráfica – sai o número 13 com  Edgar Moura, mais conhecido por seu trabalho como fotógrafo de cinema, mas que atuou e muito na fotografia nos anos 70 no Brasil e América Latina. Um belo livro com belas imagens de fotojornalismo. Além, é claro, da própria história do Edgar. Já em produção também o livro nº 14 com a fotógrafa de moda e still Ella Dürst. Tudo de bom!

Adorei!!!!!!

cover1.pngcicero-cover-_stoiber_und_pauli_rdax_108x148_85.jpgEstá em varios sites de hoje, a Internet vibra com  esta informação. E eu adorei! Imaginem vocês que um revista alemã Cícero, publicação de cultura e política, saiu hoje às bancas com 160 mil capas diferentes. Isso mesmo 160 mil capas diferentes. É uma maravilha! A revista é de circulação mensal e seu objetivo maior é dar maior visão para as imagens de 2007. Para isso ela pesquisou no arquivo da agência Reuters. Na capa uma única imagem em destaque por cima de milhares de pequenas imagens!

 Enquanto isso, por aqui……….o óbvio eficiente! Com diria meu amigo Hélio Campos Mello.

Atenção editores, diretores de arte, publishers, eles já fizeram, mas que tal vocês serem um pouco mais criativos?????

O público agradece!

Sobre imagens-choque

Ontem escrevi um post sobre imagens-choque e coloquei três propagandas. Li este conceito num texto do Roland Barthes (eu, particularmente, gosto de outros textos dele sobre fotografia, mas não gosto da Câmara Clara, livro que comprei em Roma, no começo dos anos 80 quando resolvi passar uma temporada na minha cidade natal. Mas esta é uma outra história). O texto imagens-choque foi escrito por ele em 1957 (!!!!!!). Isso mesmo. A tônica é que imagens-choque só nos paralizam. Claro que a publicidade mostrada aqui ontem não é imagem-choque, mas podemos falar de imagens que nos tiram do nosso sossego e daquilo que para nós é confortável. Roland Barthes, e aqui com razão, pelo menos eu acho que sim, é contra a fotografia literal. “Ela introduz ao escândalo, mas não ao escândalo em si!” No caso da propaganda do bebê ela não é literal, por isso já se levantaram muitas vozes. Ainda bem!

Em tempo: este texto do Roland Barthes foi publicado  no Livro “Mitos de hoje”, Editora Seuil, Paris, 1957. Não sei se tem em português. Se alguém souber, por favor, informe ao blog.

Copiando Oliveiro Toscani

071024_f_029.jpgFoi lançada uma campanha publicitária na Italia contra a discriminação homossexual. Um bebê recém-nascido traz no pulso uma pulseira onde no local do nome se lê a palavra “homossexual”. A campanha é da região da Toscana.  A idéia é seer contra o pré-conceito. E foi apoiada (a campanha) pelo governo italiano. Deu no jornal Corriere della Sera. Já consigo antever (e não vou perder por nada) os vários programas de televisão (RAI) onde as pessoas vão gritar, se insultar, falar todas ao mesmo tempo e onde o racismo e os pré-conceitos italianos vão vir à tona,  fácil fácil. Mais uma imagem-choque, mas desta vez o responsável não é o Oliviero Toscani. A Itália ainda está discutindo e mandando tirar os cartazes contra anorexia (esta sim do Toscani) que uma nova idéia aparece no lugar. Tinha razão Guy Debord (embora Susan Sontag, que Deus a tenha, negue!), vivemos na sociedade do espetáculo. O cartaz do bebê faz parte  da divulgação de um festival da criatividade! Há pouco a Itália já tinha entrado em outra confusão coma a publicidade do Dolce Gabbana, enfim…..Oliviero faz escola e, com certeza, na sua fazenda na Toscana ri!

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Em tempo: ainda não achei o nome do responsável pela campanha!