Quando os retratados se revoltam!

 seriado.jpgseriado1.jpgComo todo mundo sabe (leia aqui) sou viciada em seriados de Tv. Agora em março na People&Arts estreou (pelo menos por aqui) Dirt, um seriado estrelado por Courtney Cox e Ian Hart. A idéia é reproduzir uma revista de celebridades e os paparazzi. Bom, a série é interessante, divertida, mas a visão da imprensa e dos fotógrafos não poderia ser mais desastrosa. Courtney Cox, mais conhecida por Monica de Friends, é uma diretora de redação de uma revista de fofocas: mal-amada, dura, seca, egoísta e fria. Capaz de levar – literalmente – os outros ao suicídio por suas fofocas. Seu braço direito é um paparazzo saído sabe-se lá de onde e como ele mesmo se define: “esquizofrenico funcional”. Não tem limites, não tem escrupulos, não tem censura. Ok. caricaturas. Mas confesso que a mídia fica mal na fita e de forma um pouco exagerada. É a forma como os artista vêem a mídia e vice-versa. Patético! O engraçado é que mostra também o outro lado: tudo o que os atores fazem para serem fotografadas, aparecerem na mídia, os acordos, os acertos financeiros, etc, etc, etc. Coisa de Hollywood! Não estou escrevendo este post para fazer propaganda do seriado (embora vale a pena ver), mas para repetir algo que já vimos mesmo no cinema: ele se criticam melhor do que ninguém.

livro.jpg O mesmo que acontece com o livro “Celebutantes” que acabo de ler e conta os bastidores do Oscar, relatado pelas filhas de um produtor e de um diretor de cinema. Hilário! Para quem quer entender a sociedade contemporânea, a sociedade do espetáculo……elas conseguem se superar. O fotógrafo? Bom este é sempre o último da fila! A vida imita a arte….a arte imita a vida…..Sei lá! Só sei que engraçado ver a visão que a televisão tem de si própria e dos outros!

Esta é boa!

Diz o ditado: “se não puder vencer o inimigo junta-se a ele”. E foi isso que inglesa Kate Middleton fez. Kate who? Ela é a namorada do príncipe William e cansada de ser assediada pelos paparazzis, resolveu aprender fotografia. O mais bacana é saber quem vai ser o professor dela. Nada mais, nada menos que o peruano Mario Testino, conhecido por suas festas badaladas (a última foi no Rio de Janeiro no Copacabana Palace ) e por seus editoriais de moda.

29_mvg_cult_diana.jpgAliás, foi Mario Testino que fez as últimas fotos da Princesa Diana, pouco antes de seu acidente fatal.  Kate vai se mudar em março para Nova York onde trabalhara como estagiária do fotógrafo. Quem foi que a indicou para o Testino? O princípe William, é claro. Mas acredito que o que se espera mesmo é que o mestre faça um ensaio com sua pupila.

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E se ela vai se tornar fotógrafa realmente ainda não sabemos. Mas com certeza não será a primeira da família real (isso se ela casar com William). O  ex-cunhado da rainha Elizabeth, e ex-marido princesa Margateh, Lord Snodon, durante anos também foi o fotógrafo da família.  Mas essa é apenas uma curiosidade.

O inferno são os outros!

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  A exposição “Heaven to Hill: Belezas e desastres” de David LaChapelle, (baseada em seu último livro publicado em 2005) será aberta no Mube, em São Paulo, na semana que vem, no dia 21.  A exposição é divivida em quatro módulos: na primeira com modelos e personalidades variadas; a segunda com modelos anônimos e na terceira serão exibidos alguns videoclipes e na última seus filmes.  

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David LaChapelle fez muito sucesso quando apareceu com suas imagens coloridas, barrocas,.para alguns, surrealistas para outros e subversivas para um terceiro. Alguns criticos norte-americanos chegaram a defini-lo como o “Fellini da Fotografia”, em comparação ao cineasta italiano Federico Fellini. Parecia uma chuva de verão, ou seja, alguém que aparecia, de repente no mercado e que seria fadado a desaparecer com a mesma  rapidez visto que suas imagens cansavam e cansariam logo.  

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Em seguida, ele realmente deu uma sumida dos editoriais para reaparecer como diretor de videoclipes da Madonna, de Britney Spears, Jennifer Lopez, etc. Um pouco depois, mais uma surpresa, LaChapelle aparece como diretor de filmes, assim como “Rize”, que abriu o Festival Sundance em 2005 e foi exibido no Brasil em 2006.Mas David LaChapelle não é um fenômeno recente. Há mais de 20 anos ele fotografa. Nascido em Connecticut em 1963, e foi amigo de Andy Warhol e durante anos trabalhou como fotógrafo na Interview revista editada pelo artista. Aliás foi LaChapelle que fez o último retrato de Warhol, dois meses antes dele morrer em 1987. Mas sem dúvida, na moda ele foi um efeito passageiro. Em entrevista à revista Photo francesa de outubro do ano passado (já comentada aqui) ele deu uma longa entrevista por ocasião de sua mais recente exposição “Deluge” (Dilúvio) (uma retrospectiva com 300 imagens), realizada no  Palazzo Reale em Milão (fechou no último dia 6 de janeiro). Nela ele afirma que não tem mais interesse em realizas editoriais ou trabalhar para revistas: “Não vou mais trabalhar para revistas, cheguei num ponto onde espero seguir somente minhas idéias,  É a única coisa que posso fazer hoje. Não posso retroceder!”. As suas imagens sempre me pareceram “muito barulho por nada”. Mas absolutamente bem inseridas no que se entende por fotografia contemporânea: fogos de artifício, mas ao apagar das luzes….pouco sobra. De qualquer maneira seu trabalho, num primeiro momento é alegre, divertido e cheio de  citações, inclusive mitológicas. Não à toa ele acabou seguindo para o cinema, embora para mim ele esteja muito mais próximo do teatro, da tragédia  e da comédia grega. Mas gostando ou não, ele marcou época na fotografia de moda e não à toa a exposição chega agora por aqui, vinda de Buenos Aires, justamente no último dia da São Paulo Fashion Week.

                                                 

Chega de pseudo-celebridades e ataques de estrelismo!!!!!

  dsc00597.jpgEu sempre fui fascinada pelo Paparazzi, mas não  pelos fotógrafos em si. Explicando: Mas pelo trabalho inciado nos anos 50. Talvez antes. Mas ainda vou pesquisar direito estas figuras. Mas tudo isso para dizer que o texto do Élio Gaspari de hoje na Folha está um primor! Ele fala sobre as fofocas que cercaram os que se acreditam famosos e que foram ao show do Police no Maracanã.  Ele brinca com a hipocrisia das falsas celebridades (como ele mesmo diz, seja lá o que isso signifique).  Já deu! Chega de culpar imprensa e fotógrafos por tudo. Comportem-se: saiam de calcinha; não cheguem atrasados aos lugares, não beijem em público quem não é para beijar; não bebam em público, não falem alto ao celular, etc. Caso contrário, por favor….não saiam de casa e não esgotem nossa paciência!

Saudades do tempo (capa acima) em que ser Paparazzi era traduzir o glamour de uma época e fotografar pessoas que realmente tinham algo a dizer. Não a mera fofoca que enche as páginas de jornais e revistas hoje em dia!