Fotografia Brasileira se une, se fortalece e se torna realmente nacional

Neste último final de semana, 120 produtores culturais da fotografia brasileira se reuniram em Brasília no intuíto de discutir entre si  e com o Minc idéias e projetos que possam criar uma rede do fazer fotográfico brasileiros. Foram 9 os grupos de trabalhos criados: 

GT1 – Políticas públicas para fomento, pesquisa e difusão da fotografia

GT2 – Meios de difusão e canais de comunicação

GT3 – Ensino da fotografia: instituições de ensino e cursos livres

GT4 – Relações internacionais

GT5 – Formato da Rede

GT6A – Direito autoral e direito de imagem

GT6B – A questão fiscal

GT7 – Memória da produção contemporânea

GT8 – Modelos de gestão de rede, encontros e festivais

GT9 – Projetos socioculturais

Foi um sucesso que culminou na manhã de domingo com palestra do próprio ministro da cultura Juca Ferreira. Infelizmente eu não pude estar presente. Por isso deixo a quem esteve a narrativa do que aconteceu.

Vocês podem seguir diretamente no blog do Clício Barroso: um dos pilares desta idéia junto com Iatã Cannabrava.

Os textos vocês lêem aqui, aqui, aqui e aqui

As fotos podem ser vistas aqui.

A arte de ver além do olhar

É esta a frase que aparece no site do Ateliê da Imagem que comemora dez anos e  que se tornou referência no Rio de Janeiro quando pensamos em fotografia, em estudar imagem e em refletir seu papel na sociedade contemporânea. Desde 1999 o ateliê tem sido fiel à frase que o apresenta.  Por isso, não poderia ser de outra forma a comemoração: de segunda-feira dia 26 até quinta dia 29, no cine Glória, vai se realizar o 1º Fórum de Imagens Técnicas: “Máquinas de Luz”, (veja programação completa aqui). 

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O projeto propõe discutir a cena atual e trará como convidados Cao Guimarães, Maria Iovino (Colômbia), Maurício Dias, Eduardo Brandão, Ivana Bentes, Muti Randolph, Maria Helena Franco Ferraz, Walter Carvalho, Daniela Labra, Claudia Buzzetti (Itália), Sergio Cohn, Frederico Coelho, Cezar Migliorin, Paola Barreto, Claudia Linhares Sanz e Pio Figueiroa/Cia de Foto. A idéia é um mergulho no mundo das imagens tecnológicas. Encontros, debates, projeções (que iniciaram na última sexta – leia aqui) e até uma oficina de sensibilização e criatividade fotógráfica para crianças e adolescentes. Um evento importante que se junta as mais variadas reflexões sobre a imagem no país todo por meio dos festivais e encontros de fotografia.

O olhar fotográfico de Robert Polidori

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Com certeza, uma das melhores exposições (sem esquecer “Olhar e Fingir”, no MAM_SP) que vi neste ano (pelo menos até agora) foi a de Robert Polidori, no IMS, do Rio de Janeiro. Canadense, morando nos estados Unidos desde criança e colaborador da revista “The New Yorker”, Polidori não fotografa o factual, o ato, a notícia. A começar pelo formato que escolheu: o grande formato (filmes de até 20 x 25 cm) ele nos traz um olhar há muito esquecido nas páginas dos jornais. Ele fotografa as marcas que as tragédias deixaram nas casas, nas paredes. De acordo com uma linguagem onde o fotográfico é o sujeito, ele nos apresenta grandes espaços vazios, abandonados pela presença do homem depois das tragédias.

 

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Até em decorrência da escolha de seu equipamento – que nos apresenta uma riqueza de detalhes e definição invejável  Como está escrito no catálogo: “ao afirmar o vinculo da fotografia com as aparências do mundo, sua obra caminha numa direção oposta às vertentes contemporâneas que investem na distorção de formas, na encenação ou na criação de imagens artificiais a partir de tecnologias digitais”.

 

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Imagens impactantes não apenas pelo tamanho, mas e principalmente pela riqueza de ontologia fotográfica nelas apresentadas, Polidori, sem grandes fogos de artifícios, clichês, ou frases de efeito, nos demonstra que ainda há espaço para a boa fotografia, mesmo quando as fronteiras entre documentação jornalítica e arte se misturam. Como se ele se alinhasse mais para o lado do fotógrafo Alfred Stieglitz que, no início do século XX, ao criar um olhar moderno para a fotografia, tinha entre suas frases preferidas que “a fotografia não é serva da arte” e de que “os forógrafos devem parar de se envergonhar por fazzer fotografia”, do que dos pictorialistas pós-modernos que à exemplo de seus antecessoreres do final do século XIX, faziam de tudo para provar que tudo faziam menos fotografia. Bela mostra, bela escolha do IMS. Provavelmente, assim como a do Paul Strand (que ainda não vi) a exposição do Robert Polidori chegará em São Paulo em outubro. Vale a pena ver! Esta é uma das que eu indico.

Mais um espaço para imagens fine prints!

Ontem foi a festa de inauguração do  Giclê Fine Art Print, um novo espaço em impressão digital: eles oferecem ao mercado fotógrafico impressões com pigmento mineral de algodão que garantem a longevidade da cópia, além de uma perfeita gamas de tons de cinza e larga escala cromática, proporcionando a máxima qualidade final. O Giclê Fine Art Print é dirigido por Ana Lucia Mariz, Daniel Renault e Marcelo Lerner, fotógrafos há 18 anos com grande experiência profissional. Mais um espaço para ajudar o fotógrafo a obter o melhor de suas fotos. Procurem! Vale a pena! Eu recomendo!

O Giclê Fine Art Print fica na Vila Madalena, no beco do Batman, na Rua   Gonçalo Afonso, 116   Vila Madalena , Cep 05436 100,

gicle@gicleprint.com.br, Tel   11 3034 1854   /   11 3097 8166  

 

 

Oba! Eles responderam!

No sábado escrevi que o primeiro passo do “Fotografia Rodante” já estava na estrada. Pena que choveu! Mesmo assim, já no final de semana, eles mandaram as primeiras notícias. Eu demorei para escrever o post, pois – para variar – estou fazendo mil coisas ao mesmo tempo. Mesmo assim vai agora, lembrando que eles têm um blog onde você poderá acompanhar passo a passo o que o ciM (centro independente da imagem) anda fazendo. Participem!!!!

Fotografia Publicitária em Fortaleza

Bela iniciativa esta do IFOTO. Com a inauguração hoje à noite de uma exposição sobre fotografia publicitária, incia-se na próxima terça-feira, dia 8, um seminário sobre o mesmo tema. (leia aqui) O seminário contará com a participação de fotógrafos, diretores de arte, e publicitários.Não podemos nos esquecer de que o primeiros fotógrafo de publicidade no Brasil foi o cearense Chico Albuquerque, (1917-2000) que ajudou a expandir o mercado publicitário em Fortaleza.

Boa idéia!

Saudades da Itália II

Começa depois de amanhã, dia 4, em Roma, o “FotoFestival-Festival Internazionale di Roma”. O tema deste ano (é o 7º festival da fotografia) é “Vedere la normalita-la fotografia racconta il quotidiano”. Ou, em tradução livre: “Ver a normalidade-a fotografia relato do cotidiano.”. Até dia 25 de maio Roma vai ser invadida – como em todos os festivais de fotografia – por imagens, exposições, encontros, e fotógrafos. Dois brasileiros participam desta edição: Miguel Rio Branco e Claudia Jaguaribe. Miguel apresenta um trabalho já nosso conhecido: “Entre os olhos, o deserto”, já a Claudia nos traz sua visão de Roma (são delas as imagens deste post).

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Ela partiu da própria idéia de cotidiano- tema do festival – para andar de ônibus pelas ruas da Cidade Eterna (desculpem o clichê, horrível por sinal, mas ando emotiva) e “segue” os passageiros captando o percurso entre a vida privada e o destino final de cada um.

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Ao mesmo tempo registra a cidade, sues lugares efêmeros, seu olhar de passagem e de passageira. Confira aqui a programação do Festival.

Leitura de portfólios, será?

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Já há algum tempo venho me perguntando da eficácia e necessidade da leitura  de portfólios nos festivais de fotografia. Tendo em vista a procura, deve ser grande. Mas eu pergunto se a forma não está esgotada. Dificilmente vejo alguém que saia satisfeito de uma. Quase sempre reclama do leitor, mesmo quando este teceu elogios ao seu trabalho. Eu confesso que tenho dúvidas: leitores que não querem ler, fotógrafos que esperam sei lá eu o que. Outro dia me perguntaram se poderia fazer 5 horas de leitura! Poder, posso! Mas para que? Esta é a dúvida que me assola. Cansei de ver fotógrafos-leitores que não ajudam em nada, só querem falar de si, e o pior mostrar o trabalho deles para os que se prestam a ser atendidos (esta eu mesma vi no útimo mês da fotografia em São Paulo). Outros que esperam que você faça milagres! Sei lá. Existem pessoas que fazem leitura de forma muito séria, não é este o problema. Pergunto somente da eficácia! Vale realmente a pena! Tem fotógrafo-leitor que manda a namorada fazer a leitura no lugar dele porque ele está cansado. Nada contra a namorada que pode ser ótima, mas quem quer seu material visto por fulano, não quer que seja visto por sicrano (isto aconteceu recentemente em São Paulo). Frases do tipo “muito bom!” “gostei!”, “não gostei!”. Me parece tudo muito chato! Será que existe outra forma de apresentar e tornar conhecido o trabalho? Não sei! Só um desabafo no final da tarde!

As raízes do Nordeste

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Literalmente. No próximo dia 13 a fotógrafa Sheila Oliveira lança seu livro”Carbaúba: a árvore que arranha”, pela editora Tempo d’Imagem. Um trabalho de fotodocumentarismo onde Sheila nos conta a importância desta árvore na vida nordestina, mais precisamente na vida do cearense: quem vive da carnaúba, a extração, a cera, os caboclos. Uma história de vida dentro de uma paisagem árida. Um documento para nossa memória.

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Sheila vive no Ceará, faz parte do grupo Ifoto, que estuda, debate, fala e pensa fotografia em Fortaleza. Estudou fotografia em Paris e em São Pauloe já foi correspondente da agência France Press e da jornal Folha de S.Paulo.

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O lançamento do livro será na Livraria da Vila, da Vila Madalena, a partir das 18.30h. Eu sempre que posso divulgo lançamento de livros e revistas. Assim aos poucos estamos construindo nosso museu imaginário dentro da fotografia. Concretizando histórias, narrando nossa cultura, nossa forma de viver. Trabalhos livres que adquirem cada vez mais espaço nas nossas livrarias e editoras.

Um centro para a fotografia!

Será inaugurado hoje, na Galeria Olido,  o Centro de Fotografia com  o intuíto de acompanhar o desenvolvimento da fotografia brasileira a partir dos anos 70 e resgatar a história da fotografia brasileira vasculhando os acervos institucionais.  O livro de B.J. Duarte, lançado no ano passado pela  Cosac Naify  já faz parte deste projeto. Ligado ao Centro Cultural São Paulo, o Centro de Fotografia está sob a curadoria de Monica Caldiron e Henrique Siqueira.

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Oficialmente a inauguração será hoje com exposição de Preto e Branco de  Fernando Lemos! Na ocasião também será lançado o edital de fotografia para novos projetos.