Novo curso no MAM: Fotografia e Publicidade

Com o fim da I Guerra mundial o mundo se vê às voltas com a necessidade de acompanhar as novas técnicas de mercado. A fotografia de publicidade se torna protagonista. Além disso, entre as décadas de 1920-1930 uma série de revistas ilustradas surge no mundo  e a expansão comercial da fotografia se faz presente.

Grancel Fitz (ano 20)

Neste curso vamos estudar o impacto sociológico da fotografia publicitária tendo como base as seis funções elencadas pelo semiólogo italiano Umberto Eco: a emotiva, referencial, fática, metelinguistica, estética e imperativa. Pensar no valor estético de uma imagem retórica.

Grancel Fitz (ano 20)

Para acompanhar nosso percurso vamos ver as primeiras imagens publicitárias, algumas campanhas, os nomes dos principais fotógrafos internacionais e nacionais. A função estética da fotografia na contemporaneidade, sua aproximação cada vez mais evidente com arte e cinema.

Francisco Albuquerque

Aulas:

1ª Aula – Surgimento da fotografia Publicitária – raízes e contexto histórico. O desenvolvimentos de uma narrativa comercial.

2ª aula – A participação de fotógrafos surrealistas e dadaístas no surgimento da fotografia publicitária: análise de trabalhos fotográficos.

3ª aula – A fotografia publicitária no Brasil: os grandes nomes.

4ª aula – A linguagem publicitária toma conta do jornalismo, moda e cinema. A nova visualidade.

O curso inicia no dia 12 de agosto!

Informações Inscrições no MAM

Informações sobre os cursos do MAM:
(11) 5085-1312
cursos@mam.org.br

Pierre Jahan, fotógrafo surrealista e de publicidade

Uma das exposições que mais gostei em Arles, foi a do fotógrafo francês Pierre Jahan (1909-2003) um dos expoentes da fotografia surrealista e da fotografia publicitária. Para os que ainda (sic!) tem preconceitos em relação à fotografia publicitária  e/ou de moda, lembro que os primeiros fotógrafos destas modalidades foram justamente os pictorialistas, dadaístas, surrealistas. Ou seja, aqueles que acreditavam na fotografia construída, pensada e os que queriam dar à fotografia o status de expressão autônoma. A exposição foi montada no Musée Réattu, que conserva algumas obras do autor.

Pierre, não quis se ligar a grupo nenhum e andou com total liberdade – coisa aliás comum naquela época – nas mais variadas linguagens fotográficas: fotógrafo surrealista, publicitário e até fotojornalista. Para lembrar uma de suas imagens foi exposta no MAM-SP, na mostra “Olhar e Fingir”.

Mas o que mais me chamou a atenção foi seu trabalho publicitário. Era o início desta linguagem fotográfica que – como já disse acima – estava ligada muito ao surrealismo, já que foram eles ou este movimento que percebei que a fotografia era índice, era rastro, mas que convencia graças ao fato de estar colada em seu referente.  Lindas e sensuais suas fotos sobre o nú, sobre o amor. Imagens estas que foram usadas para ilustrar um poema de Jean Cocteau. Começou a fotografar nos anos 30, época em que chegou a Paris, cidade onde morou a vida toda. Independente, fotografava por prazer. Livre, fez sempre o que quis. Apaixonado pela experimentação, ousou sempre que pode. Defensor dos direitos dos fotógrafos ajudou na fundação da Federação Francesa da Associaçãos dos Fotógrafos.

 

 

A delícia de fotografar livre e solto

Particularmente gosto muito do trabalho do Daniel Aratangy. O conheci quando entrou para a Faculdade de Fotografia que largou logo em seguida por incompatibilidade de horários. Mas ficou o contato. Adoro seus retratos e na sua maneira calma  e tranquila ele tem conseguido se colocar muito bem na mídia – especialmente na área de retratos. Ele foi o único  brasileiro a participar de uma empreitada fotográfica organizada pela Motorola para a campanha de um celular em parceria com a Kodak. Foram escolhidos oito fotógrafos no mundo todo. Nova York, Pequim Londres, Moscou, Bombaim, Cidade do México e Sidney. A pauta, cobrir a cidade em que vivem durante 24 horas seguidas. A idéia de fotografar uma cidade em 24 horas é bem antiga (vários livros já foram feitos sobe isso), mas o bacana é sair livre e solto com apenas um celular: isso faz com que tenhamos maior mobilidade e quase uma brincadeira lúdica. Pode-se perceber os fotógrafos se divertindo no making off realizado. (Veja youtube=http://br.youtube.com/watch?v=cDl8YO7DL6M] ). O resultado está agora exposto em Pequim, mas vai rodar o mundo!

 

 

Fotografia Publicitária em Fortaleza

Bela iniciativa esta do IFOTO. Com a inauguração hoje à noite de uma exposição sobre fotografia publicitária, incia-se na próxima terça-feira, dia 8, um seminário sobre o mesmo tema. (leia aqui) O seminário contará com a participação de fotógrafos, diretores de arte, e publicitários.Não podemos nos esquecer de que o primeiros fotógrafo de publicidade no Brasil foi o cearense Chico Albuquerque, (1917-2000) que ajudou a expandir o mercado publicitário em Fortaleza.

Boa idéia!

De novo: imagens que me remetem a outras imagens

Mais uma coincidência: estava lendo quem havia ganho na publicidade em Cannes e vi esta imagem premiada. É uma campanha da AlmapBBdo para a Editora Companhia das Letras.

 

 

 

 

 

Mais uma vez lembrei de um outra imagem muito parecida. Só que esta foi feita no século XIX, em 1857, pelo fotógrafo Oskar Rejlander (1813-1875). É a primeira fotomontagem de que se tem notícia – na época, porém,  não se falava em fotomontagem, mas em fotografia composta. Oskar Rejlander queria demonstrar que a fotografia poderia ser sim fruto de um ato criativo – o que não era levado em conta naqueles anos. Para compor esta imagem ele usou 30 negativo.

Aviso aos navegantes: prêmio FCW prorroga inscrições!

A Fundação Conrado Wessel prorrogou até 31 de março o prazo das inscrições para a próxima edição do Prêmio FCW de Arte 2007, atendendo a pedidos de alguns fotógrafos por dificuldades técnicas no envio de sua ficha de inscrição em decorrência de alterações promovidas no “site” www.fcw.org.br.

O objetivo é permitir que todos os profissionais interessados tenham o tempo necessário para participar, seguindo as regras estabelecidas para o concurso. A data limite para as inscrições prevista inicialmente era 10 de março.

A ficha de inscrição e o regulamento completo do concurso estão disponíveis no “site” da Fundação Conrado Wessel .

Os fotógrafos interessados, que tenham trabalhos comprovadamente veiculados em mídia impressa nacional ou internacional, podem concorrer em duas categorias:

“Fotografia Publicitária” e “Ensaio Fotográfico”.

Essa nova edição do Prêmio FCW de Arte conta com alterações no regulamento da categoria “Ensaio Fotográfico”, na qual concorrem trabalhos constituídos por um conjunto de no mínimo 5 e no máximo 20 imagens, que podem ter sido produzidas em épocas distintas, mas devem ter sido publicadas de uma única vez em mídia impressa.

Serão permitidas as inscrições de ensaios veiculados entre 01 de janeiro de 2003 e 15 de dezembro de 2007, com o tema “Brasil: a questão socioambiental”, com abordagens que tenham a natureza ou a relação do ser humano com o seu meio.

As inscrições para a categoria “Fotografia Publicitária” seguirão as mesmas regras das últimas edições. Podem participar os fotógrafos de publicidade de todo o país, com até dois trabalhos veiculados em mídia impressa, entre 16 de dezembro de 2006 e 15 de dezembro de 2007. Continua valendo a obrigatoriedade de uma agência de publicidade na intermediação da veiculação do anúncio do qual a imagem faz parte. Além disso, a autoria só será válida quando o fotógrafo responder por, no mínimo, dois terços da imagem, devidamente comprováveis em caso de eventual auditoria.

A exemplo das edições anteriores, os trabalhos inscritos nas duas categorias do Prêmio FCW de Arte serão julgados por uma comissão composta por alguns dos maiores nomes da fotografia brasileira. O primeiro e o segundo colocados em cada uma das categorias receberão, respectivamente, R$ 115 mil e R$ 28 mil, incluídos os encargos fiscais.

Livro comemorativo e exposição

As 100 imagens escolhidas pelo júri do Prêmio FCW de Arte integrarão um livro e uma exposição. A mostra deste ano, realizada entre o final de outubro e o início de novembro, no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em Brasília, foi vista por mais de 12 mil pessoas, entre fotógrafos profissionais, estudantes e público em geral.

Esta foi a primeira vez que a exposição foi realizada fora de São Paulo.

Entre as fotografias que compunham a mostra estavam as imagens vencedoras de Tiago Santana , com o tema “O Chão de Graciliano”, sobre o sertão brasileiro, que conquistou o primeiro lugar da categoria “Ensaio Fotográfico, e de Gustavo Rodrigues de Lacerda , que ganhou na categoria “Fotografia Publicitária”  com o trabalho “Tim: viver sem fronteiras”.                                                                     

Sobre imagens-choque

Ontem escrevi um post sobre imagens-choque e coloquei três propagandas. Li este conceito num texto do Roland Barthes (eu, particularmente, gosto de outros textos dele sobre fotografia, mas não gosto da Câmara Clara, livro que comprei em Roma, no começo dos anos 80 quando resolvi passar uma temporada na minha cidade natal. Mas esta é uma outra história). O texto imagens-choque foi escrito por ele em 1957 (!!!!!!). Isso mesmo. A tônica é que imagens-choque só nos paralizam. Claro que a publicidade mostrada aqui ontem não é imagem-choque, mas podemos falar de imagens que nos tiram do nosso sossego e daquilo que para nós é confortável. Roland Barthes, e aqui com razão, pelo menos eu acho que sim, é contra a fotografia literal. “Ela introduz ao escândalo, mas não ao escândalo em si!” No caso da propaganda do bebê ela não é literal, por isso já se levantaram muitas vozes. Ainda bem!

Em tempo: este texto do Roland Barthes foi publicado  no Livro “Mitos de hoje”, Editora Seuil, Paris, 1957. Não sei se tem em português. Se alguém souber, por favor, informe ao blog.

Copiando Oliveiro Toscani

071024_f_029.jpgFoi lançada uma campanha publicitária na Italia contra a discriminação homossexual. Um bebê recém-nascido traz no pulso uma pulseira onde no local do nome se lê a palavra “homossexual”. A campanha é da região da Toscana.  A idéia é seer contra o pré-conceito. E foi apoiada (a campanha) pelo governo italiano. Deu no jornal Corriere della Sera. Já consigo antever (e não vou perder por nada) os vários programas de televisão (RAI) onde as pessoas vão gritar, se insultar, falar todas ao mesmo tempo e onde o racismo e os pré-conceitos italianos vão vir à tona,  fácil fácil. Mais uma imagem-choque, mas desta vez o responsável não é o Oliviero Toscani. A Itália ainda está discutindo e mandando tirar os cartazes contra anorexia (esta sim do Toscani) que uma nova idéia aparece no lugar. Tinha razão Guy Debord (embora Susan Sontag, que Deus a tenha, negue!), vivemos na sociedade do espetáculo. O cartaz do bebê faz parte  da divulgação de um festival da criatividade! Há pouco a Itália já tinha entrado em outra confusão coma a publicidade do Dolce Gabbana, enfim…..Oliviero faz escola e, com certeza, na sua fazenda na Toscana ri!

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Em tempo: ainda não achei o nome do responsável pela campanha!