“Só fui fotógrafo no Brasil”

Com esta frase o antropólogo Claude Lévi-Strauss, que acaba de completar 100 anos, definou para o jornal francês Le Monde, sua passagem pela fotografia. “Não me considero nem mesmo um amador. Fotografei no Brail, mas depois perdi a vontade”, completou. Mesmo assim, suas fotorafias, aproximadamente 3 mil, feitas no Brasil durante os anos 30 são consideradas importantes para quem acredita em atropologia visual. Mas só soubemos de seu trabalho como fotógrafo nos anos 50 quando ele publicou tristes-tropicos“Tristes Trópicos” , Companhia das Letras. Para os estudiosos das imagens de Lévi-Strauss, elas são muito mais do que ilustrações, são retratos, relatos do cotidiano,com uma dimensão de informação fundamental. Diz o antropólogo francês Emmanuela Garrigues: “poderíamos escrever cinco paginas sobre cada uma das imagens: sobre o vestuário, os adornos, a pintura nos rostos. O olhar de Lévi-Strauss é aberto.”. Pode ser. Mas, apesar de ser mais conhecido por suas fotos feitos com os índios, o antropólogo, durante sua passagem pelo Brasil, também fotografou São Paulo. Estas imagens estão no livro levi-straus“Saudades de São Paulo”, publicado pelo Instituto Moreira Sales, que tem em seu arquivo as imagens e, infelizmente, esgotado.  Também esgotado o livro saudades“Saudades do Brasil”, também da Companhia das Letras.