A saudade que eu sinto de você!

Este é o tema na nova exposição de Yêda Bezarra Mello que abre no dia 01 de dezembro na Arte Plural Galeria! Leia abaixo meu texto sobre a exposição. Ela é imperdível!

O olhar fotográfico de Yêda Bezerra de Mello é preciso. Sabe o que contar e como contar. Pensa num objeto fotográfico, talvez por isso muitos de seus ensaios são compostos de series, mosaicos, multiplos.

A fotografia não é um fim em si mesma, mas a elaboração de um discurso. Yêda não escreve prosa com suas imagens, mas poesias.

Nos detalhes das ficções que constrói se encontra o cerne do que quer dizer.

É assim neste seu ensaio  “A saudade que eu sinto de você!”. Insinuações, códigos, mensagens, como se fossem pequenos bilhetes, enviados a quem só ela sabe e entendidos somente por quem  os recebeu.

Um código imagetico que reune um olhar  treinado, que busca, espera e encontra a imagem ideal.

Fotografia expressão, imagem construída, pensada e elaborada. Um olhar poético, cheio de delicadeza.

Uma homenagem aos que se dispõem a perceber, olhar e se deixar levar por suas fotografias,  por que, afinal de contas,  todos nós, sempre sentimos saudades de alguém.

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2 comentários em “A saudade que eu sinto de você!

  1. Como dizia o nosso saudoso poeta Cazuza:
    “Saudade
    É uma palavra
    Saudade
    Só existe na língua portuguesa
    Saudade de Val vendendo pó na esquina
    Saudade do que nunca vai voltar
    (…)”

    Mas que palavra é essa de significado complexo porém de um puro e simples sentimento que supostamente só existe na Língua Portuguesa?

    A ausência física que provoca uma dor, um sentimento nostálgico de querer voltar a viver a mesma coisa. Sentimos um algo inexplicável mas que se resume em uma única palavra sem tradução para o mundo afora. Dizer “eu sinto a sua falta” o coloca menos carregado do que na verdade tão intenso ele é e queremos exprimir.

    Uma mistura dos sentimentos de perda, distância e amor.

    Ah Saudade!, uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa.

    Gostaria eu de visitar esta mostra que conseguiu explicar em forma de imagens aquilo que não se é possível traduzir para os demais idiomas.

    Hélio Shiino
    Rio de Janeiro – RJ

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