A viagem de Thomaz Farkas, na Arte Plural Galeria

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Começa hoje, aqui em Recife, a exposição “Notas de Viagem”, do Thomaz Farkas. É um recorte da mostra que foi apresentada há três anos na Pinacoteca de São Paulo. São 22 imagens que mostram um Brasil registrado nos anos 1970 pelo fotógrafo quando embarcou numa expedição  com biólogo e autor de belas músicas Paulo Vanzolini e com o cineasta Geraldo Sarno.

Abaixo o texto que escrevi para a mostra:

O diário de Thomaz Farkas

Conhecer o Brasil através dos olhos de Thomaz Farkas é uma experiência sempre enriquecedora. Um olhar atento, imagens que nos aparecem demonstrando o que nossos olhos sozinhos, ou desacostumados a ver, seriam incapazes de perceber.

É assim com essas imagens feitas na Amazônia nos anos 70 em companhia de seu amigo Paulo Vanzolini.

Imagens que parecem deslizar ao sabor do rio Amazonas, habitações que surgem, a descoberta das plantas, das pessoas, das embarcações.

O que mais fascina em suas fotografias é a sensação do divertimento, como se a descoberta do invisível fosse uma grande brincadeira para Farkas, como se ele ficasse feliz em poder nos ofertar a cada imagem um detalhe que nos surpreenda.

Mas não é só isso. Imbuído da idéia de conhecer e contar o que é o Brasil, suas imagens tem uma forte dose da fotografia documental, que não apenas registra o que aparece à sua frente, mas traz também a idéia que Farkas tem do Brasil e que dividir com os espectadores. Sua linguagem que fica na fronteira entre a fotografia considerada clássica, e a fotografia moderna, que busca novas formas de visualidade, terminou por criar próprio de fotografar. A narrativa de suas imagens se aproxima muito da do cinema – área na qual ele também atuou com grandeza – não basta uma fotografia, não basta uma imagem sintética e informativa, mas um discurso que vai sendo formado pelo discorrer de várias imagens.

O olho de Thomaz Farkas tem a possibilidade de se encantar e reencantar continuamente. As suas fotografias se reinventam sendo capazes de nos fazer descobrir sempre uma nova história a cada vez que olhamos para elas. Talvez seja essa a função da fotografia e a maestria de um Fotógrafo!

Só para lembrar que no próximo final de semana: de 16 a 18 de outubro a oficina “De olhos vendados”, como Miguel Chikaoka.

 

 

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