A memória e o tempo

Assisti recentemente o filme Valsa com Bashir, do diretor israelense Ari Folman. A história é  verídica  e autobiográfica: ele,  soldado isralense participou do massacre de Sabra e Shatila que terminou com o assassinato de refugiados civis palestinos. O diretor não lembra mais de nada depois do ataque e procura reconstruir sua memória por meio da narrativa de “companheiros” que tambám participaram da ação. O filme é absolutamente  fantástico, mas ele me lembou muito dos dois livros do fotógrafo francês o-fotografoDidier Lefèvre, que durante anos acompanhou a missão dos Médicos Sem Fronteiras registrando o dia-a-dia destes profissionais. A lembrança veio pelos dois livros publicados, aqui no Brasil, pela editora Conrad ” O Fotógrafo”, com ilustrações de Emmanule Guilbert e imagens do próprio fotógrafo. Levéfre1Didier, que morreu, aos 50 anos, em 2007, registrou as guerras do Afeganistão. A semelhança entre os dois trabalhos está no registro, memória e percepção de uma guerra. Tanto o filme como os livros valem a pena!

 

Anúncios

4 comentários em “A memória e o tempo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s