Sob fogo cruzado!

Revi este filme na madrugada de sexta-feira na televisão. Para quem não lembra – ou não viu – é um filme com o Nick Nolte, um fotógrafo que vai cobrir a revolução dos poetas na Nicarágua (na verdade a revolução popular democrática contra o governo de Anastasio Somoza). É antigo, de 1983. Portanto Nick, que é o fotógrafo (e vamos tirar todo o romantismo de sua paixão pela repórter, que é uma história à parte) usa as velhas e boas Nikons (eu tenho uma , a FM – totalmente manual, há 30 anos. Foi minha primeira câmara séria. Não vendo, não emprestou e não dou. Recentemente ela foi para a revisão e está ótima!). Bom, voltando ao filme, ainda na época da fotografia analógica e quando a discussão sobre a manipulação da imagem (seríssima) ainda não estava em voga. A questão é que a dupla de jornalistas se apaixona pela causa sandinista e topa fazer uma foto-falsa. O lider do movimento, Rafael, foi assassinado. Mas, mas para manter a causa viva e derrubar o governo ditadorial, Nick Nolte aceita fazer uma imagem em que o líder parece estar vivo. Segurado por dois companheiros, a imagem roda o mundo com a manchete: “Rafael está vivo!”. Isso depois de Somoza ter dado uma coletiva dizendo que ele estava morto. E aí, bom, essa imagem, obviamente tem uma série de consequências. e existem outras também, como quando Russell (esse é o o nome do personagem) fotografava o exército fiel a Somoza assassinando um jornalista norte-americano que lhe pedia informações. E o filme vai por aí, nas entrelinhas entre o romance, falando da importância da imagem. Cenas interessante. Vale a pena ver, até para discutir a recepção da imagem e suas consequências! Vou comprar para usar nas minhas aulas do ano que vem!

 

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6 comentários em “Sob fogo cruzado!

  1. Valeu a dica, Simonetta. Vou assistir.
    Um outro filme muito interessante, embora não tenha a fotografia como tema central, é o “Cortina de Fumaça” (Smoke). O personagem vivido por Harvey Keitel passa anos fotografando a mesma esquina, são milhões de imagens de um mesmo lugar e todas diferentes, a questão do tempo, do instante e da originalidade da fotografia. Além da história do personagem roubar a câmera de uma senhora que é cega. Eu adoro esse filme.

    Um grande abraço

  2. Nick fez um treino intensivo com o fotógrafo Matthew Naythons, que foi fotojornalista na América Central. Antes de ser fotógrafo, ele era médico. Nick realmente opera convicente uma câmera no filme, ao contrário do alegórico Grande Arte e outros filmes que caracterizam fotógrafos como bobos ou ”artistas acidentais”.

    Matthew pensou com a cabeça, largou a fotografia e hoje dirige uma bem sucedida editora nos Eua.

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