Notas de ParatyVI: Sei lá porque!

Minha semana no Paraty em Foco se encerrou no domingo de manhã com minha última entrevista com o Alex Majoli. Não sou apaixonada pelo trabalho dele, acho que ele trabalha só com clichês e coisa e tal. Uma fotografia altamente previsível: fato aliás que ele reconheceu durante a entrevistas. Mas concordo com ele quando diz que existe muita mistificação em torno dos fotógrafos da Magnum.  Como quando o mediador do encontro Juan Esteves perguntou como era o contato dele com os mais antigos da Magnum e ele, italianamente, respondeu, com um levantar de ombros. Tímido, o loiro por quem muitas garotas suspiraram nesta semana, embora ele estivesse acompanhado de sua namorada grávida, fez um enorme esforço em mostrar suas fotos e mais ainda em responder perguntas dos entrevistadores e do público. Mas com certeza, foi o mais sincero: não criou nada sobre ele, não desfilou histórias e muito menos se fez de bacana,  dizendo o tempo inteiro: sou fotógrafo, nada mais do que isso!

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3 comentários em “Notas de ParatyVI: Sei lá porque!

  1. Gostaria de acrescentar um comentário de quem estava na platéia. Alex Majoli foi realmente sincero em todos os gestos e nas poucas palavras e foi uma das melhores projeções de fotos. Editou imagens no tempo certo, na quantidade certa, montou conjuntos de trabalhos separados por títulos e frases e amarrou tudo com uma música envolvente. Na sala escura sua apresentação emocionou, fez bater lá no fundo do peito. Outras figuras brilhantes passaram por Paraty mas nem sempre conseguiram fazer uma boa apresentação. Outro destaque fica para o Botman que bate direto no coração.

  2. Despido de vaidade e de empáfias – coisa que não observei em alguns mortais tupiniquins -, disse em português mesmo, pra que usa uma câmera. Humilde, deu uma bela aula.

    Depois que quase todos foram embora, Francesco Cito nos contou em almoço tranquilo, como fez contatos com a resistência dos paises que tiveram suas terras invadidas no grande conluio da máfia do petróleo. Aproveitou para explicar como funcionam algumas coisas no mundo da fotografia. Um grande mestre da coragem e na maneira de ver e fotografar o mundo.

    Mestre Evandro Teixeira abriu o verbo e explicou tudo com o coração. Fabiana Figueiredo e Rosa Gauditano, além de elegantes, nos deram aulas, alí mesmo, em volta de um bom prato cheio de peixe. Parabéns prá esta mulherada.
    Vida longa a estes belos seres humanos. Obrigado!

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