E a história se repete….

Achei muito interessante ontem quando vi nos jornais uma foto de índios que vivem na divisa entre o Acre e o Peru e que aparentemente ainda não tiveram contato com a chamada “civilização”. Sorte deles! Mas não foi isso que atraiu meu interesse e ,sim, a imagem que é igualzinha áquela feita por Jena Manzon em 1946 quando a equipe da revista “O Cruzeiro” sobrevôou uma aldeia xavante. Vejam!

 crédito: AP/Funai

corrigindo o crédito conforme informação do Eugênio Goulart: Gleison Miranda/Funai

 

crédito: Jean Manzon, revista “O Cruzeiro”, 1946

 

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7 comentários em “E a história se repete….

  1. Realmente as fotos são muito parecidas, impressionante. Pode ser uma coisa “fake”, mas não creio. Acho que realmente a reação dos índios é natural, em ambos os casos, para se defender de intrusos. Independente de se a fotografia “rouba a alma” ou não, um helicóptero sobrevoando uma aldeia não deve se parecer com nenhum som da floresta.
    O que me incomoda nessa foto é o crédito do autor… AP/Funai???? Não existe autor da foto? Foi feita por uma entidade? Pela AP ou pela Funai? Procurei e no estadão o crédito é Gleison Miranda/Funai. Enfim, a foto tem um autor.
    E a história se repete… tanto na selva amazônica quanto na de e bits e bytes.

  2. Duvido radicalmente se os índios na foto não tenham mantido contatos com não indígenas. Este é ponto. Geralmente, já escutaram o estampido de 12 e 38.
    Nas mesma paragens, lá por Rondônia, Acre, sei lá…, a Funai fez contatos com índios arredios que já haviam feito contatos com grileiros em busca de madeira, ouro e outras “riquezas” mais. Ocorreu matança e revés por parte dos índios. Os grileiros perderam militarmente a questão.
    Na minha opinião, esta foto vem bem a calhar, num momento em que existe uma onda de ganaciosos do agro negócios, lobiando dentro das redações de jornais, TVs revistas e congresso infestado de bandidos oficiais, insistindo no aculturamento na marra de índios que querem o direito de viverem sós, sem a aporrinhação de grileiros, mineradoras e outros antros descompromissados com a natureza amazônida e suas comunidades nativas.
    Outra coisa: lembro bem de uma obra chamada – Waimiris Atroaris – A História que não foi contada -, com fotos de malocas incediadas no perímetro Amazonas/Roraima, justamente no período da abertura da BR 174, quando, o exército para facilitar a entrada das empresas construtoras da estrada, enviaram um grupo de assassinos oficiais fardados, para matar os índios daquela região. Tanto que, tuxauas tiveram que se esconder nas cavernas na região hoje chamada de Presidente Figueiredo, para escapar da violência dos meganhas do General Emílio Garrastazu Médice.
    Um fato curioso naquela ocasião dos anos setenta, foi a entrada de uma padre idiota chamado Padre Caleri, que resolveu dar uma senha surrealista de sua presença, na área dos índios Waimiris Atroaris, dando tiros prá cima. Resultado: foi degoladíssimo. Do grupo, só um escapou para avisar que com certeza teria rolado um massacre por sem invadir as terras do outros sem autorização.
    Mais tarde, com a estrada pronta, os mesmos meganhas da ditadura militar, agora sob a baionita do cara que adorava mais o cheiro de cavalos do que do povo, retirou na porrada, via helicóptero, vários índios naquela região para uma outra coordenada, para presentear a paranapanema com bolsões de cassiterita. O Senhor Lacombe que o diga, se ainda estiver vivo.
    Na região do Pará, é costume a prsença de meganhas frilas, estarem a serviço de fazendeiros e empresas de mineração. Hoje o alvo inclui, trabalhadores rurais e membros do movimento dos sem-terra que cresce a cada dia que passa, nos terrirórios leiloados criminosamente por FHC, e abochanhados pela Vale e seus gananciosos acionistas.
    Hoje, vejo a gritaria orquestrada por grupos internacionais contra a exploração da madeira na amazônia, política extrativista criminosa, que sou também radicalmente contra. Porém tem um detalhe: transnacionais, máfias e mídias de fora, sabem e compram. Mas esta mesma mídia porca, e alguns cretinos ambientalista de plantão, não estão dizendo que esta madeira, parte no rumo dos devaneios de decoradores e arquitetos de sampa, rio, USA, europa, asia, etc. Sem falar na industria. O japão por exemplo, especializou-se em roubar camarões das costa do amapá, há décadas. Existe uma guerra ideológica entre a Canon e o governo japones. Está publicado no Pictura Pixel. É spo pegar o link e assinar o manifesto. Quem tem…?
    Vamos a mais um ponto canalha nesta história… Uma empresa Suiça, autorizada pelo governo federal no período FHC, foi mostrada fazendo retirada seletiva de madeiras no estado do amazônas. É canalhice editorial pura. É jabá puro. Pois não existe condições de tirar uma árvore de cedro sem que, vá junto ao chão, outras menores, e, de outras espécieis. Tudo canalhamente pasteurizado para os imbecis, cretinos e ignorantes, para facilitar a presença desses antros estrangeiros e nacionais no crime de desmatamento. Sobrevoei entre MA e PA na semana retrasada, e o que vi, foi uma imoralidade. Desmatamentos criminosos e nada de culturas que pudessem pelo menos amenizar a agressão sobre o solo. Tudo em nome do tal gado de corte.
    Os índios fotografados, tem realmente a cara de 2008.
    No período de Jean e David Nasser, as malocas era circulares. Só que são índios que já sofreram com algum contato. Agora, eles irão garantir empregos para os funcionários da Funai, biólogos, antropólogos, e depois de algum tempo, estrão contaminados por alguma doença, e finalmente cercados por soja e chifres ambulantes que engoradão a conta bancária de gente que não vacila em enfiar uma bala na cabeça de quem quer que seja. Mas esta é a terra de macunaima, fervilhando de canalhas e sem nenhum herói. Aplausos para geração de 68!

  3. Simonetta,

    Bela lembrança! Impressionante como alguns fatos se repetem ao longo da história sem que o homem aprenda nada com eles…

    Tomei a liberdade de enviar os detalhes do TCC por e-mail. Aguardo resposta para marcar a data da banca, isso se você estiver disponível. Caso não possa participar, peço que, por gentileza, responda da mesma forma… assim, infelizmente, terei que formular um plano B.

    Bjão

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