Somos cem mil!

Hoje à noite o fotojornalista Evandro Teixeira lança em São Paulo o livro: “68 Destinos: a Passeata dos Cem Mil”. Tem matéria minha sobre isso hoje no Estadão. Evandro Teixeira está no jornalismo há 50 anos, ou como ele mesmo diz: “comecei na época do jornalismo romântico”.O livro – acompanhado de outras fotos da época e, no meu entender, muito mais fortes e significativas,  tem como foco principal a famosa “Passeata dos Cem Mil” que aconteceu na Cinelândia, em junho em 1968, meses antes da decretação do AI5 que fechou o congresso e nos jogou num dos períodos mais escuros de nossa história.  A foto de Teixeira sintetiza bem o sentimento de uma época de profundas e dolorosas transformações em várias partes do mundo. O rosto dos manifestantes espelha um momento da história do País. Fase esta que nossofotojornalismo ajudou a construir em imagens, quando a foto no jornal não era mera ilustração, mas informação, voz. “Não era como o jornalismo de hoje, que é pautado pela pressa e falta de profundidade.” Imagens que vistas agora com a distância do tempo lhe dão a certeza de ter feito a escolha certa em relação à carreira: “O jornalismo me deu o mundo!”

SERVIÇO: Lançamento do livro “68: Destinos. Passeata dos 100 Mil” (Editora Textual, 120 páginas, R$ 98,00).

DATA: 20 de maio de 2008, terça-feira, às 19h.

ABERTURA: Apresentação de Evandro Teixeira sobre seu trabalho em 1968.

LOCAL: Livraria Saraiva – Shopping Paulista, Rua Treze de Maio, 1.947 – Paraíso, São Paulo.

 

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2 comentários em “Somos cem mil!

  1. Estive no lançamento do livro do Evandro Teixeira, foi um evento diferente. Ele, além de um brilhante contador de histórias através da fotografia, é um apaixonado em descrever seus momentos vividos na busca de uma foto, um furo jornalístico, uma grande reportagem ou simplesmente uma passagem inusitada ou divertida. Antes dos autógrafos, de microfone na mão, conta com detalhes um dos momentos mais emocionantes da sua carreira, a reportagem exclusiva da morte do poeta chileno Pablo Neruda. Chama para uma palavra o Ricardo Kotscho seu companheiro de anos no Jornal do Brasil. Kotscho é um daqueles raros jornalistas que acredita que reportagens são feitas em equipe: fotógrafo e repórter. Evandro passa então o microfone para Belela, uma das pessoas que se identificaram na foto. Com 14 anos acompanhava a mãe e irmãos militantes, mas termina o discurso com célebre palavra de ordem: “a luta continua”. Por fim chama o Rubens Fernandes Junior, professor e diretor da FAAP, que encerra ressaltando a importância histórica dos contadores de histórias. Foi tudo a lá 68. Depois autógrafos, beijos e abraços e acabamos todos numa grande roda de cerveja com essa figura maravilhosa que é o Evandro.

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