1968 – que ano foi aquele?

Claro que este momento não poderia passar em branco. Desde o começo do ano fala-se do famoso Ano de 68.  Milhares de imagens já foram vistas, revistas, publicadas e republicadas. Mas gostaria  aqui, de lembrar também de um evento de 68 que foi magistralmente registrado por Josef Koudelka: a invasão de Praga . A imagem símbolo que ficou daquele evento talvez seja esta.

 Mas vale – e muito – a pena dar uma olhada neste link. Não sou muita fã do Magnum in Motion, me lembra os antigos audio-visuais e muitas vezes me parece uma montagem forçada, engessada.  Mas neste caso ele se superou. Vale a visita!

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6 comentários em “1968 – que ano foi aquele?

  1. Confesso que o vídeo-documentário é de emocionar e é profundamente tocante.
    Relembrar o que por muitos ja foi esquecido “o ano que não terminou”!!!
    Que hoje é substituído por novas guerras, massacres, acidentes biológicos onde pais matam aos seus próprios filhos, se queimam pessoas vivas…
    Aonde o mundo vai parar!?

    Como disse o sábio Einstein “Sim supostamente teremos uma Terceira Guerra Mundial e se ocorrer a quarta? Será travada com pedaço de pau e pedras.

    Um grande beijo Si
    Um ótimo Post
    cuide-se

  2. Maravilhoso! Fiquei aqui assistindo com a Sofia no colo, tentando explicar para ela o que se passava e quando percebi, estava tomado pelo sentimento de revolta e resistência tcheca! E eu, que nunca gostei de Stalin, fiquei imaginando o mestre Koudelka, ligeiro entre tanques, bombas e fumaça, fazendo sua parte com maestria documentando para o mundo ver o outro lado da moeda soviética.
    Bom, sei que o recurso do audiovisual pode ser uma ferramenta sentimental quase apelativa, mas gosto bastante dessa possibilidade de edição casada com a trilha na construção do discurso. Não me importo de ver na Magnum In Motion marcas dos antigos dissolvers, fitas de rolo e parafernálias afins…

  3. A seqüência do Koudelka e a entrega dele, não como o fotojornalista frio, que analisa, que “retrata” o fato, mas que se entrega às ruas, sobe nos tanques, pára, corajoso, no meio da confusão, para enxergar a invasão — é isso que dá vida ao audiovisual. O recurso, por si, nem interessa muito. As fotos gritam o tempo todo.

    Todas as imagens da seqüência emocionam muito. Tem até um lance meio quixotesco na fotografia dele, parece. E a própria história por trás também diz muito disso. Parece que, sem ter mais o que fazer diante dos tanques, ainda assim há o que fazer: empunhar uma câmera e legar as imagens para o futuro, para sempre.

    A ponto de em 2008 as revermos, em outro contexto, de outro local, e elas nos imbuírem aquele sentimento (sei lá se esperaná, sei lá se confiança) de que há muito o que fazer a cada manhã, todos os dias.

    É isso. Abraços
    Rogério Kreidlow

  4. 68, poderia ter sido um legal 69. Mas Batismo de Sangue de Frei Beto nos transporta para outro momento, bem brasileiro.
    Tá lá, o corpo estendido no chão brasileiro. Mestre Evandro viu e registrou toda a cena.
    8, 2008, 18, não importa. O que importa é o aniversário de uma geração, de uma atitude, não trangênica que não tinha medo de pegar “irenes” nos braços e acariciá-la para tirar a nação brasileira do obscurantismo. Naquele período, a OBAN, DOI-CODI, CENIMAR, SNI, torturavam, matam e davam sumiço em milhares de pessoas aqui no Brasil deste maledicente 2008. Na zona rural e urbana. Osvaldão do Araguaia e Che fumam um cubano neste instante.
    Há uma particularidade na questão da OBAN. Este orgão de repressão era, nada mais, nada menos do que finaciado por empresas paulistas. Inclusive orgãos de imprensa.
    Engraçado e triste nisso tudo, foi a chegada de um torturador da CIA chamado Dan Mitrionni – não sei se é com dois ou um “ene” . Ao chegar ao Brasil, o meganha de terno e gravata, passou a dar aulas de torturas a serviço do “Ame-o ou deixe-o” e Este É Um País Que Vai Prá Frente” do General Emílio Garrastazu Medici que não está no inferno… O inferno é aqui mesmo.
    Uma das principais especialidades do meganha capo USA, era enfiar agulhas nas unhas dos torturados e aplicar choques elétricos. Claro que era tudo sem anestesia.
    Terminado o cursinho intensivo de maldades, e os meganhas tupiniquins terem orgasmado com a desgraça de vários revolucionários, e, inocentes, partiu para o Uruguai, para continuar sua aulas. Não deu. Os TUPAMAROS estavam esperando por ele e o cursinho nem iniciou. Esta era uma das ações da geração 68, não trangênica.
    Bem, com relação a de 2008, acredito que um shopping, um apesinho, mais um carrinho prá poluir o planeta está bem demais. É tudo que a geração 2008 mais deseja.
    Deixo Chico prá refrescar memórias.
    “Acorda amor,
    eu tive um pesadelo agora,
    sonhei que tinha gente lá fora
    batendo no portão
    Que aflição
    Era a dura
    Numa muito escura viatura
    Minha nossa santa criatura
    Chame, chame, chame, chame
    chame o ladrão….”
    Quem teve uma realidade cruel bem brasileira em 68, e, agora é obrigado a ver toda uma geração rendida em 2008, já basta!
    Não tem OBAN, mas tem GATE, BOPE, o como Dói. Que digam os excluídos das favelas cariocas, paulista, mineiras, pernambucanas, etc, etc, etc.

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