Imagens da paz

As fotos da guerra do Vietnã estão sem dúvida entre as mais importantes da história do fotojornalismo. Não só as da guerra em si, mas também as manifestações, o contorno, o cenário. Alguns estudiosos chegam a afirmar que as imagens foram determinantes para o fim da guerra. Os anos 60-70 foram anos importantes também de transformações no comportamento humano: maio de 68 na França, a liberdade sexual, os hippies, Woodstock, etc.

bernie.jpg

Hoje, um dos fotógrafos que ajudou a criar esta imagem de pacifismo se foi. É Bernie Boston, 74 anos que trabalhou para diversos jornais norte-americanos. É dele uma das fotos que marcou o momento em que o mundo queria paz. Sua foto, “flower-power” foi feita durante um protesto pacifista em Washington em outubro de 1967.

No mesmo dia, no mesmo ano, um outro fotógrafo, o francês Marc Riboud, fez uma imagem muito semelhante.

marc.jpg

Coincidência? Não! Ideologia de um momento, no qual o fotógrafo, ou melhor o fotojornalista acreditava ser o olho do leitor, acreditava que sua foto fizesse a diferença e se preocupava com a notícia, ou com o impacto da mesma. Muito longe do que acontece hoje, onde estamos mais preocupados com uma estética vazia ou com o sensacionalismo.

Boa viagem Bernie!

Leia também o que foi publicado no Picturapixel

 

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3 comentários em “Imagens da paz

  1. Concordo com as mudança que abordas. A ideologia pesa na balança, sim. Um coração sem ideologia é um coração morto. Seja ela qual for. Perfeita a sua visão de épocas.

    Mas vou debitar esta apatia na conta dos editores, e, principalmente dos donos de jornais que querem a fotografia trangênica nas páginas de jornais e revistas. Mataram o jornalismo investigativo, diminuiram o número de fotógrafos, diminuiram o tempo do fotógrafo que é obrigado a fazer três, quatro pautas por dia. Isto seca o miolo do cristão. Ah, tem a tal da pauta… Pauta morta, a foto já surge abortada. Acho que este assunto deve ser debatido dentro e fora das redações com rigor. Como é que pode um orgão de imprensa contratar um cara que não entende nada do que Domício fazia ou Evandro Teixeira, faz, em detrimento de um outro que tem ideologia e garra pra quere fazer?! Claro, querem diminuir custos… Se já investiram na trala tecnológica, então fecha o pacote e contrata uma pessoa que ama, sabe e quer fazer uma fotografia. Paga bem o profissional e solta ele no mundo de meu Deus.

    Fazer um boneco numa coletiva: Cinco, seis, oito, teles numa coletiva. Coçou o nariz, click. Tudo igual! Os rebuscamentos são evitados por causa do tempo, não rolou o exercício, uma busca nova, uma caça ao inusitado.

    Lembro-me que Domício Pinheiro, sem super teles, laptops, super grande angulares, etc, captou por trás do gol, a coruja no canto esquerdo do goleiro, lá em cima, no ângulo, aninhada, encolhida pela chuva fria e fina, como se estivesse sintonizada com a monotonia que se abateu sob o estádio do maracanã num dia de jogo de quarta-feira ou quinta-feira.
    Ele fez um pb puro!

    Domício estava lá na grande área, pronto para emplacar mais um registro histórico no fotojornalismo brasileiro. Ele sacou o clima geral da arena…Nem a coruja escapou da sua visada de mestre engajado…

    Amor… Fotografar é fazer amor com a vida, com o momento decisivo, mesmo numa sala de espera de uma gabinete brasiliense, aparentemente monótono. Exemplo de competência nesta área? Luiz Humberto e Orlando Brito. Tiram leite de pedra….

    Acho que dá para virar o jogo. Ainda há tempo…

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