Dois dedos de prosa

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Teresa Maia, pernambucana, trabalha há mais de dez anos no Diário de Pernambuco. Ela é uma daquelas fotógrafas de “antigamente”, no que diz respeito à garra e à vontade de fazer a imagem, na escola humanista. Não à toa já foi premiada no Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo,Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos,Prêmio CONFEA, Prêmio BNB,Prêmio Cristina Tavares,S etrans, Sinduscom,Menção Honrosa no Prêmio Rey de Espanha 2006.  Recentemente ela implacou suas imagens num suplemento do jornal dedicado à aquecimento global.

Sobre este trabalho específico e sobre seu novo desafio, o de fazer a graduação em fotografia na AESO, em Recife, Teresa conversou com o Tramafotográfica:

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 Como foi realizar este ensaio? Foi um trabalho difícil de ser produzido porque o tempo foi muito curto para executá-lo.Em doze dias percorremos cerca de sete mil quilômetros em sua maioria por estradas de difícil acesso.Passávamos horas e horas até encontrar alguém em um barraco isolado numa espécie de deserto. A miséria alheia quando olhada de perto tem um impacto muito maior e é por isso que não dá pra voltar pra casa indiferente depois de uma viagem como essa.   

Você já saiu com imagens pré-concebidas sobre aquecimento global ou deixou que elas aparecessem na sua frente? Imagens sobre aquecimento global estão presentes na memória visual da maioria das pessoas. Não é diferente comigo. Geralmente deixo que as imagens sejam construídas quando estou frente à frente com a situação Mas, especificamente para esse projeto,pensei em fazer uma analogia entre o chão do sertão e a pele rachada das pessoas que estão sendo atingidas diretamente por esse fenômeno.

 teresa1.jpgteresa2.jpg Qual seu processo de trabalho? Como você se prepara para uma pauta deste tipo? Costumo conversar com o repórter para afinarmos o conceito que será trabalhado para a reportagem. A partir daí procuro me informar sobre o assunto e pensar como trabalhar o conceito das fotos, mas não necessariamente a sua composição.

Você já é uma profissional reconhecida no jornalismo e agora está cursando uma faculdade de fotografia. Como foi este encontro com o  pensar acadêmico? Meu processo foi inverso na fotografia. Comecei com a prática e agora estou caminhando para a academia. Mas na verdade acho importante que o profissional caminhe por essas vertentes que se complementam. Sentia a necessidade da teoria e é isso que estou buscando para enriquecer a minha fotografia cada vez mais. 

 Fotografia para você é….    O meu chão. A minha bússola.  

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2 comentários em “Dois dedos de prosa

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