Sobre imagens-choque

Ontem escrevi um post sobre imagens-choque e coloquei três propagandas. Li este conceito num texto do Roland Barthes (eu, particularmente, gosto de outros textos dele sobre fotografia, mas não gosto da Câmara Clara, livro que comprei em Roma, no começo dos anos 80 quando resolvi passar uma temporada na minha cidade natal. Mas esta é uma outra história). O texto imagens-choque foi escrito por ele em 1957 (!!!!!!). Isso mesmo. A tônica é que imagens-choque só nos paralizam. Claro que a publicidade mostrada aqui ontem não é imagem-choque, mas podemos falar de imagens que nos tiram do nosso sossego e daquilo que para nós é confortável. Roland Barthes, e aqui com razão, pelo menos eu acho que sim, é contra a fotografia literal. “Ela introduz ao escândalo, mas não ao escândalo em si!” No caso da propaganda do bebê ela não é literal, por isso já se levantaram muitas vozes. Ainda bem!

Em tempo: este texto do Roland Barthes foi publicado  no Livro “Mitos de hoje”, Editora Seuil, Paris, 1957. Não sei se tem em português. Se alguém souber, por favor, informe ao blog.

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