Conversando com o Granulado!

Achei fantástico o post do Granulado sobre a fala de Alejandro Castellote. Realmente acho que naquela mesa ele foi a pessoa mais lúcida. Antes de mais nada ao fazer uma critica explicita aos curadores, críticos, museólogos, etc., quando os comparou a hierarquia eclesiástica. Ou seja, ou que alguns dizem que é bom, nós devemos dizer amém! Foi fantástico quando ele disse ter ficado surpreso com o desconhecimento da história da fotografia de alguns integrantes da mesa sobre mercado fotográfico. Foi ótimo! Mas a minha crítica é outra (que fique bem claro nunca ao Alejandro e muito menos ao Granulado) mas sim aos fotógrafos brasileiros, ou pelo menos alguns. Vocês já notaram como nossos colegas se adequam à hierarquia eclesiástica (plágio ao Alejandro). Chega de fotografar favelas, periferia, miséria, da maneira como a Santa Madre Fotografia quer! Que tal partir para viagens solos e fazer o que realmente sabemos fazer. Até que ponto nós também não fotografamos só o que os outros querem ver. Esta era uma discussão recorrente em sala de aula: a acomodação do fotógrafo brasileiro!

Isso só para provocar!!!!!!! E vai sem foto!

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5 comentários em “Conversando com o Granulado!

  1. Belíssima provocação! O autor tem que fazer aquilo que lhe é visceral e não formatar seu trabalho para se adequar a um mercado. Mas, não descarto a possibilidade do fotografo fazer fotografia em linguagem tradicional, se assim lhe dá prazer. O fotógrafo tem que ser coerente com sua visão. Se vão gostar ou não, é conseqüencia e não premissa.

  2. Simon, muito bem lembrado. A comparação entre o clero e a “intelligentsia” do mundo das artes foi um dos pontos altos das colocações feitas pelo Castellote. E digo mais: sou arroz de festa quando o papo é fotografia, procuro ir a todos encontros, palestras e seminários. Raramente os “falantes” trazem novas informações ou pensamentos que alimentem a nossa produção. No geral as falas ficam sempre no mesmo lengalenga. Parece uma missa, Castellote tem razão!

  3. A santa madre seria a imprensa? Deveríamos passar por cima do executado no seu gueto de exclusão e não fotografar? Particularmente, fotografo um trabalhador no cabo da enxada
    esparramado suor sobre a terra, ou, um pescador com sua rede cheia de peixes, mas não dispensaria o olhar anêmico de uma criança nordestina que não tem o que comer porque o político de sua região, andou furando poços artesiano em sua fazenda com dinheiro público, em vez prover água para o coletivo esqualido; e nem a cara de uma meganha corrupto e racista enfiado nesta polícia que aí está. Creio que dá para fazer as duas coisas, sem seguir versículos de quem quer que seja.

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