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 Deu no New York Times que adolescentes estão se tornando paparazzis. Sempre fui fascinada por eles (os paparazzi, é claro, não os adolescentes). Não pelo trabalho que eles fazem (especialmente nos dias de hoje onde tudo ou quase tudo é combinado), mas pela maneira como eles vêem a sociedade ou como a sociedade gostaria de ser. Não sou a única. Ainda nos anos 70, a fotógrafa e historiadora Gisèle Freund em seu livro Photographie et Société”, já dedicava um capítulo a estes profissionais que nascem nos anos 50 na Itália e foram imortalizados no filme “La Dolce Vita” de Federico Fellini. Os Paparazzi neste começo queiram demonstrar a decadência de uma sociedade pós-guerra. Com o tempo a história de inverteu. Passamos a registrar qualquer um, em qualquer situação, e ele instantâneamente se torna alguém. Fenômeno que merecia um estudo mais aprofundado dos sociólogos.

Particularmente, gosto muito de ver o trabalho de  Tazio Secchiarolli. Ele tinha um humor ferino ao fotografar as personalidades. Era conhecido, não se escondia e muitas vezes eram as próprias atrizes que o fotografavam. Tudo isso fazia o glamour de uma época. Ele fotografava também para criticar. Ao mesmo tempo que registrava Sophia Loren, também fotografava as crianças pobres das ruas de Roma. Trazia os dois lados da moeda. Hoje infelizmente, tudo segue a ordem da superficialidade, do escândalo estúpido e sem sentido. Ou então de uma maneira fácil de ganhar dinheiro. Como os adolescentes acima. Uma pena!

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