Por acaso

Quem me conhece sabe que eu tenho insônia. Talvez fruto dos meus anos nas redações e também das aulas da faculdade onde terminava meu trabalho sempre por volta da meia-noite (quando não mais tarde – nas redações). Pois bem, isso me levou a zappear pela televisão. É sempre muito divertido. Eu aliás não entendo como pessoas e/ou profissionais que trabalham com comunicação afirmarem – batendo no peito – que não assistem televisão, não lêem jornais e muito menos olham para revistas ditas superficiais. Que pena! Eles perdem o objeto de seu estudo. Uma coisa é ver, ler, folhear e aprovar e outra é ver, ler, folhear e procurar entender (nem sempre se consegue) o que leva essas pessoas a verem, lerem ou folheream deteminados programas, livros, revistas. Mas esta é uma outra história. Eu, particularmente, detesto quem se leva a sério. Bom, tudo isso para dizer que durante uma madrugada insone ao zappear os inúmeros canais televisivos deparei com um filme chamado “A Governanta”. É um filme inglês de 1988. Passou na HBO, www.hbo-br.tv, com Minnie Driver,Tom Wilkinson, Harriet Walter, Jonathan Rhys-Meyers, Bruce Meyers. Na sinopse uma história de amor do século XIX entre um senhor e a governata na casa. Até aí nada de mais. Mas o filme apresenta o inventor do fixador fotográfico que faz várias experiências  desde tomadas, cortes, revelação e fixação auxiliado por sua governanta que é, na verdade, quem descobre o fixador. Aí o filme segue numa bobagem romântica: a aprendiz se enamora do mestre que rouba sua descoberta. Ela desiludida, para se vingar (clichê do clichê) rouba sua câmara e suas lentes e se transforma em melhor fotógrafa do que ele. O filme é uma bobagem. Mas trata bem de um momento da fotografia no século XIX.  O fazer fotográfico, como compor, como fotografar, as lentes, a fixação e a luta para dominar uma nova linguagem. Nunca tinha ouvido falar deste filme e, confesso, poderia passar o resto da minha vida sem. Mas é bacana ver o desenvolvimento técnico da fotografia tratado – pelo menos no filme, de forma historicamente correta. Claro que é uma ficção. A Mary governanta fala muito de seus retratos que lembram na estética os da Julia Margareth-Cameron (lembrando que a fotógrafa verdadeira nunca foi governanta, ao contrário, era esposa de diplomata). Ma é engraçado no meio da madrugada nos depararmos com uma aula de fotografia que serve de pano de fundo para um filme romântico e bobalhão. O final….deixa para lá!

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