Oficina Vagão

Estou começando um novo projeto. Este é meu. Com minhas fotografias (aliás um deles). Este se chama “Não te pedi este beijo”. Preciso de álbuns artesanais para isso. Foi bom encontrar a Oficina Vagão, da qual a Valentina Tong é sócia. Adorei. E elá que vou buscá-los!email marketing (3)

 

Oficina Vagão

Rua João Moura, 174

flickr.com/oficinavagao

oficinavagao@gmail.com

Desilusão, desilusão….

Confesso, fiquei muito mal e alguns minutos sem emitir opinião depois da palestra da Alessandra Sanguinetti. A primeira vez que tive contato com seus trabalho foi no livro “Mapas Abiertos” do Photo España, em 2002. De início percebi algo mais nas fotos, uma forma quase grotesca de retratar o feminino. Mas eram poucas fotos. Em seguida fui pesquisar seu trabalho e sua entrada na Magnum. Até aí tudo bem.

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Claro que a Magnum há tempos deixou de ser a lendária cooperativa de fotógrafos para se transformar cada vez mais em abrigo de fotografias de entretenimento, Mas isso é história para um outro post. Mesmo assim continuei muito curiosa em relação ao seu trabalho. Na entrevista ao Armando Prado e Claudio Edinger dutrante o Paraty em Foco, a desilusão foi brutal. Um trabalho de uma crueldade única, sem conteúdo que o sustentasse. Começa contando sua vida – mas parece que nem isso consegue fazer – não consegue conectar sujeito-verbo-predicado. Apresenta imagens , a Joana, (foto acima) pequena proprietária rural e como ela trata os animais criados na fazenda e depois consumidos pela família. Em seguia ela passa a contar a história de Melinda e Guilhermina, netas da Joana, mas que ela retrata com o mesmo olhar com o qual Joana olha para as galinhas, gansos, patos e porcos.

Alessandra Sanguinetti

Numa fala que não convence,cheia de caras e bocas, mãos nos olhos e trejeitos, ela tenta nos convencer da inocência das imagens. Mas são as própria imagens e vídeos que nos apresentam a forma cruel como ela retrata as meninas que muitas vezes dizem: “chega!”. Não existe coêrencia em seu discurso e em suas imagens. Estranho a Magnum tê-la colocada como uma de suas associadas, mas basta ver os últimos trabalhos da agência para perceber que – desculpem o trocadilho – o sonho acabou! Vídeos domésticos sem o menor tratamento conceitual, o acaso jogado como se nada fosse. Nada se sustentou. Repito, depois de sua apresentação, me perguntaram o que eu tinha achado. Não soube responder! Estava choque, me senti enganada! O que sobrou um vazio sem sustentação. Pena! Durante um tempo eu acreditei!

P.S. Publiquei as fotos que achei menos grotescas…

Francesco Zizola, é o cara!

dia 2 paraty-12Confesso que não  foi  para mim uma supresa entrevistá-lo. Sabia o que viria.  Conhecia e acompanhava há tempos seu trabalho, sua fotografia e não só por sermos ambos romanos, mas porque desde que ele começou a aparecer na mídia, no final dos anos 80, início dos anos 90, me deparei com suas fotografias na imprensa italiana durante uma das minhas viagens a Roma. Nunca mais deixei de ser seguidora de seu trabalho. Não o havia encontrado antes, nunca havia lido nada que tivesse sido escrito por ele, mas já tinha lido entrevistas com ele e acompanhado uma sua entrevista no youtube feita pelo critico de fotografia italiano Sandro Iovine. Sabia de antemão quem encontraria pela frente. Mesmo assim,ao entrevistá-lo, como raras vezes aconteceu em minha vida profissional, fui como uma fã (lembro minha primeira entrevista com Sebastião Salgado e com Olivieiro Toscani). Sua desinvoltura, sua coerência e conhecimento sobre o que é ser jornalista e fotojornalista, suas noções éticas – que deveriam ser de qualquer um – suas criticas aos mídias e aos editores de fotografia ou de arte e sua completa disponibilidade em ouvir supreenderam. Importante também quando tocou no seu estudio 10 B e falou sobre o uso de photoshop nas imagens.

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No estudio 10B desenvolveu um belo trabalho onde procura demonstrar quando de fato a foto foi manipulada pelo photoshop e quando não. Assim também como falou de sua participação da agência Noorcriada por ele e mais nove fotógrafos, em torno de um mesmo ideal de fotojornalismo.

 

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Sua cultura fotográfica, não apenas jornalística, é bastante ampla e profunda. Não fala por falar. Está sempre bem preparado. Mesmo que muitas vezes jogue frases com uma irreverência própria dos romanos. Não só quando foi entrevistado, mas também quando presenciou várias entrevistas e participou fazendo perguntas. De caderneta em punho anotava e escrevia , numa conversa, talvez, com ele mesmo. Depois me confessou que eram perguntas que lhe surgiam durante os depoimentos dos entrevistados. Idéias a serem desenvolvidas quem sabe um dia. Tomara! Sem dúvida Francesco Zizola faz a diferença!

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A reprodução destas imagens foi uma cortesia do autor. PROIBIDA A REPRODUÇÃO

Paraty em Foco: uma reflexão

paratyNão dá para negar. O 5º Paraty em Foco foi um sucesso. Muito bom mesmo. Desta vez, trabalhei pouco, pude então seguir muitas entrevistas, ver exposições e, até, curtir a balada (não adiantava negar, já que há várias testemunhas). Foi bom ver a participação das diversas galerias, representações diferenciadas, as projeções, os bate-papos com os profissionais nas ruas de Paraty. Fudamental a carta-documento que reuniu os agitadores culturais em torno da fotografia. A reunião contou com a presença de representantes do Minc. A Carta de Paraty, como foi denominada,  foi lida antes do leilão das fotografias. A intenção dos agitadores é obter maior respaldo governamental para ações ligadas á fotografia no país.  Infelizmente não pude seguir tudo até o final. Precisei retornar para São Paulo no domingo de manhã perdendo assim os dois últimos encontros. Mas o resto vi, assisti, ouvi. Além disso, como todos sabem tenho uma rede bem larga de “informantes” alunos e ex-alunos que me contam tudo, participam de tudo e me fazem relatórios diários. Quase uma agência de notícias. A projeção das entrevistas na tenda da matriz, também facilitou muito. Se não estávamos na Casa da Cultura, palco onde aconteciam as entrevistas, poderíamos entrar na tenda e também acompanhar. A participação do público foi massiva e realmente não dá para reclamar. Mas dá para algumas decepções e desilusões em relação a alguns temas e personagens. Mas isso direi nos posts que vou escrever sobre cada caso. No mais, foi ótimo poder participar de mais um Paraty em Foco.

José Albano em São Paulo

Será amanhã, na Livraria daVila aqui em São Paulo, o lançamento do livro do José Albano em comemoração aos seus 40 anos de fotografia. Já escrevi sobre este livro aqui. Amanhã, além da noite de autógrafos também haverá uma projeção de imagens. Para quem não conhece é um ótima oportunidade. Para quem já conhece idem.

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Estou sem internet

Desde sexta-feira cedo! Chica, cadelinha beagle do Thomaz Farkas, achou por bem derrubar e entortar meu modem…Quase comeu! Mas já estou providenciando um novo. Estou escrevendo do computador de meu pai…Assim que conseguir resolver a situação comento sobre Paraty em Foco. Minhas impressões sobre o festival, já que este ano não trabalhei muito e pude acompanhar quase todos os eventos. Também estive muito ocupada para parar e escrever no blog de lá. Só um pouco de paciência. Acho que amanhã já estará tudo certo!

Direto de Paraty

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Estou agora confortavelmente sentada escrevendo este blog, num silêncio invejável. Delícia! Na quarta começou o Paraty em Foco. Foi também o lançamento oficial do documentário e do projeto “Encontros com a Fotografia”, realizado pela Fnac Brasil. Foi muito legal e, confesso, que fiqui muito emocionada. Uma sensação de que, “sim, valeu a pena. Todos nós fizemos um ótimo trabalho”. A equipe toda. Com este livro deentrevistas, são 21 as publicações com as quais participei efetivamente como entrevistadora: “Imagens da Fotografia Brasileira 1″, “Imagens da Fotografia Brasileira 2″, 18 volumes da Coleção Senac de Fotografis e agora Encontros com a Fotografia.

Nunca escrevi um post, assim tão pessoal.Mas, sim estou muito feliz!

Meu olho esquerdo

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Quando ele nasceu, um anjo torto, desses que moram entre o preto e o branco, dizem que corintiano, falou: ‘Vai Ed, vai ser gauche na vida’. E ele foi, meio na contramão, e parte de seu trabalho está nesta mostra Meu Olho esquerdo” . Com esta frase, parafraseando o poeta Carlos Drummond de Andrade, o jornalista Carlos Moraes abre o texto que apresenta a exposição de Ed Viggiani. Não poderia ter sido melhor. Pois é assim mesmo que Ed nos apresenta suas fotografias. Não as mesmas que estamos acostumados a ver, mas um olhar que procura onde os outros olhares não estão.

Em 40 imagens realizadas ao longo de 20 anos podemos atravessar um Brasil dos anônimos, dos invisíveis. Por isso o nome “Meu olho esquerdo”: “quis mostrar um Brasil que mais ninguém conta. Deixar de lado a foto oficial” nos conta Ed . Muitas das imagens são inéditas, outras já conhecidas, mas recriadas e ressignificadas num discurso único, ritmado e selecionado pelo próprio Ed com a ajuda do designer gráfico Ademar Assaoka. 

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Uma exposição que ressalta a fotografia como pano de fundo para uma reflexão maior, o lado humanista do fotógrafo que se reflete na forma como ele cria suas imagens. Nada é apresentado. A fotografia de Ed não escancara, não grita. Aponta, sinaliza por meio de formas e volumes, estética utilizada como linguagem documentária e não como forma comercial e superficial.   Fotografias feitas analogicamente e ampliadas da mesma maneira, no laboratório PB: “quando fotografo analogicamente, me sinto mais reflexivo. O filme me ajuda a pensar. Isso é muito importante para mim. Apresento dúvidas e gostaria de levar o espectador também para reflexão”, comenta. Não se pense, porém, que Ed é avesso ou não utilize o digital: “cada vez mais fotógrafo menos com filme e o digital está totalmente integrado ao meu trabalho, mas este é outro tipo de trabalho”.

Pois é. Mais uma vez na contra mão da história. Num momento em que muitas das fotografias que vemos publicadas na mídia – com exceções, é claro – seguem uma mesma estética publicitária, o que as torna bastante superficiais, quando o que se discute não é mais a informação de um fato, mas a superficialidade de imagens-espetáculos facilmente descartadas de nossa memória, a exposição de Ed é um mergulho no silêncio, um trabalho profundo. E sim, este tipo de trabalho ainda faz falta na mídia.  Suas fotografias seguem a linha da fotografia documentária que traz em si além de um componente histórico, um vetor de discussão, luzes que apontam para outras realidades. Um olhar feito prosa, que narra: “procuro não alterar a imagem depois de feita. Ou seja, tento mostrar a fotografia exatamente da mesma forma como eu vi a cena, como entendi e visualizei”. Mas não deixa de ser um olhar contemporâneo, com primeiros planos fortes, seqüenciais e metalinguagens. Ele traz as questões da contemporaneidade na sua forma de registrar. Uma fotografia que é pensada antes mesmo de ser construída, realizada. São imagens do cotidiano, da banalidade, um ensaio cultural do país, visto de forma única e autoral por Ed Viggiani. Vista por seu olho esquerdo, que enxerga muito além da mera representação de um fato. Um olhar que não se perde na superfície. Por isso mesmo permanente e não descartável.

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“Meu Olho Esquerdo

De 20 de setembro a 1 de novembro de 2009

De terça a domingo, das 9 às 21h

Entrada franca

Caixa Cultural São Paulo

Praça da Sé, 111 – São Paulo (SP)

Galeria Humberto Betetto

Fone: (11) 3321-4400

www.caixa.gov.br/caixacultural

Encontros com a fotografia- lançamento

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Agora é só correr para o abraço! Espero todos vocês para o lançamento em São Paulo, na Fnac-Pinheiros no dia 22 de setembro, terça-feira a partir das 19.h. No dia seguinte o lançamento será na abertura do Paraty em Foco. Estão todos convidados. Vamos brindar à fotografia!

Bressonianas

Não, não são mulheres fãs de Cartier-Bresson, mas as imagens que apresentam forte influência do fotógrafo na maneira de compor as imagens. Na verdade, “Bressonianas” é nome que o curador Eder Chiodetto, responsável pela organização geral do evento que apresenta a exposição “Henry Cartier-Bresson: fotógrafo” e o lançamento do livro homônimo (CosacNaify/Edições SESCSP). Leia post abaixo.

flyer.inddUma mostra paralela de 42 fotografias de sete fotógrafos brasileiros: Cristiano Mascaro, Carlos Moreira, Juan Esteves, Tuca Vieira, Flavio Damm (aliás, volume 17 da Coleção Senac de Fotografia, leia aqui), Orlando Azevedo, Marcelo Buainain: “eles também têm em comum o gosto por utilizar a câmaera -geralmente a Leica – como espécie de motos com o qual se aventuram pelas calçadas do mundo.Realizadas em paralelo às suas atividades profissionais, essas imagens bressonianas compõem, pelo prazer da captura, a parte masi afetiva de seus acervos pessoais”, comenta Eder.

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