volto para a Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Explico: este ano comemoro 30 anos de formada em jornalismo e 30 anos escrevendo e pesquisando sobre fotografia. Coincidentemente a faculdade me chamou para dar aula de fotojornalismo junto com o Ariovaldo Vicentini. Começo já agora. Se a gripe suina deixar. Enfim, estou bem feliz! Mais uma desafio!
Todos os posts do mês julho \29\UTC 2009
30 anos depois…
Postado por tramafotografica em thUTC31UTC07bWed, 29 Jul 2009 20:22:03 +00002009 18, 2007
http://tramafotografica.wordpress.com/2009/07/29/30-anos-depois/
Não sei porque me lembrei disso
“Eu não freqüento clubes que me aceitem como sócio.” Groucho Marx
Postado por tramafotografica em thUTC31UTC07bMon, 27 Jul 2009 01:54:22 +00002009 18, 2007
http://tramafotografica.wordpress.com/2009/07/27/nao-sei-porque-me-lembrei-disso/
Frase do dia
Ontem à noite, durante aula na Escola São Paulo, discutíamos a estética da fotografia contemporânea, quando Otávio, um aluno-fotógrafo do Piauí, pediu a palavra. Segundo ele, todas as imagens que hoje vemos, especialmente as postadas nos flickrs são todas absolutamente iguais. E foi aí que ele soltou uma frase que achei engraçadíssima:
“na verdade, vivemos hoje uma estética flickeriana pós-moderna!”.
Adorei a ironia!
Postado por tramafotografica em thUTC31UTC07bSat, 18 Jul 2009 14:03:47 +00002009 18, 2007
http://tramafotografica.wordpress.com/2009/07/18/frase-do-dia-16/
A memória e o tempo
Assisti recentemente o filme Valsa com Bashir, do diretor israelense Ari Folman. A história é verídica e autobiográfica: ele, soldado isralense participou do massacre de Sabra e Shatila que terminou com o assassinato de refugiados civis palestinos. O diretor não lembra mais de nada depois do ataque e procura reconstruir sua memória por meio da narrativa de “companheiros” que tambám participaram da ação. O filme é absolutamente fantástico, mas ele me lembou muito dos dois livros do fotógrafo francês
Didier Lefèvre, que durante anos acompanhou a missão dos Médicos Sem Fronteiras registrando o dia-a-dia destes profissionais. A lembrança veio pelos dois livros publicados, aqui no Brasil, pela editora Conrad ” O Fotógrafo”, com ilustrações de Emmanule Guilbert e imagens do próprio fotógrafo.
Didier, que morreu, aos 50 anos, em 2007, registrou as guerras do Afeganistão. A semelhança entre os dois trabalhos está no registro, memória e percepção de uma guerra. Tanto o filme como os livros valem a pena!
Postado por tramafotografica em thUTC31UTC07bThu, 16 Jul 2009 17:58:08 +00002009 18, 2007
http://tramafotografica.wordpress.com/2009/07/16/a-memoria-e-o-tempo/
Antologia das linguagens fotográficas e suas inovações sígnicas.

Falar sobre este tema nos leva necessariamente a retroceder no tempo e pensar no surgimento da fotografia da modernidade. Claro que aqui, não nos interessa esta viagem no passado, mas apenas algumas representações que vão permanecer até o presente.Parte-se portanto aqui da última frase do texto do Walter Benjamin “Pequena História da Fotografia” que lembra fotógrafo húngaro Moholy-Nagy e afirma: “o analfabeto do futuro não será quem não souber ler, mas quem não souber fotografar”.
Qual o papel da fotografia na sociedade contemporânea? O que significa a imagem? Vamos partir de um conceito – entre os muitos possíveis, já que a fotografia é polissêmica, e que antes de mais nada ela pertence à esfera da comunicação! Quem fotografa quer dizer algo! Portanto antes de mais nada estamos falando de ato comunicacional. •Depois disso temos que partir do fato que antes de mais nada, fotografia é documento.

E aqui abro espaço para trazer a frase da fotógrafa e estudiosa Gisèle Freund, que afirma: “Na minha opinião uma fotografia é primeiramente e principalmente um documento. Às vezes obra de arte, mas raramente” E podemos continuar com outra frase, desta vez do mestre Henry Cartier-Bresson: “fotografia é ação, desenho meditação”
Tudo isso para entendermos as inovações sígnicas da fotografia. Desde sua invenção, ou seja, metade do século XIX a fotografia cria uma nova significação para o mundo. Não só ela nos ensina a olhar, mas também nos ajuda a perceber este mundo. Para entendermos o discurso fotográfico devemos ir além do traço primeiro que a imagem traz e compreender que ela nada mais é do que a concretização do nosso imaginário. Por mais calcada no real, toda e qualquer imagem é ficção.
Qual a função de uma imagem fotográfica? Devemos partir da premissa que fotografias não documentam objetos ou pessoas, mas documentam nosso imaginário. Onde é possível perceber isso? Nas imagens que querem tratar ou retratar não só o cotidiano, mas também fatos que escapam deste mesmo cotidiano. Uma das primeiras coisas ou clichês que devemos quebrar é de que a fotografia é uma linguagem universal.
A significação das mensagens fotográficas é culturalmente determinada. E sua recepção necessita de códigos de leitura. O que queremos dizer com isso, como afirmou André Bazin, é que se a fotografia não nega o real, ela o desloca. A fotografia é da ordem da impressão, do traço e da marca. Não podemos também esquecer que ainda existe um denominador comum que define a fotografia como uma mensagem portadora de um valor absoluto: por semelhança ou convenção. O que sabemos pelos vários estudos teóricos da imagem é que ela cumpre funções sociais. •Se ela é vista como realista e objetiva é porque lhe atribuíram estas funções para responder questões específicas de uma sociedade. Hoje com a Internet, a linguagem digital, a grande maioria das pessoas sabe que uma imagem pode ser manipulada, então cria-se um novo discurso sobre credibilidade da imagem.

Existem formas que a sociedade gosta de ser representada. Mais uma vez a fotografia ajuda a concretizar estas representações. Mas atenção: numa época em que tudo ou quase tudo é virtual, podemos caminhar novamente para uma visão positivista da imagem. Ou seja, torná-la novamente espelho do real, assim como no século XIX ao privilegiar o aparelho em detrimento do olhar particular de cada um.
O homem não vive num mundo só de impressões imediatas, mas também num mundo de conceitos abstratos. Acumula não só a experiência sensorial imediata, mas também a experiência social formulada no sistema de conceitos abstratos. Portanto o homem reflete a realidade não através das sensações imediatas, mas através da experiência racional abstrata. Ou seja construímos ou produzimos conhecimento por meio de representações.O filósofo alemão Friedrich Nietzche, afirmava que a realidade é criada e não descoberta. Os meios de comunicação – no nosso caso a fotografia – não são meros transmissores de informação ou conteúdo simbólico, mas são também criadores de novas formas de ação e interação no mundo social.
Postado por tramafotografica em thUTC31UTC07bThu, 16 Jul 2009 17:17:29 +00002009 18, 2007
http://tramafotografica.wordpress.com/2009/07/16/antologia-das-linguagens-fotograficas-e-suas-inovacoes-signicas/
Uma aula de fotografia
Fui assistir ao filme “Erva do Rato” de Julio Bressane. O filme, bem hermético para dizer a verdade, parte de dois contos do Machado de Assis: “O Esqueleto” e “A Causa secreta’. Mas o que eu quero contar, na verdade, é que gostei muito da fotografia do Walter Carvalho. Aliás fiquei fã dele (do Walter) depois que o entrevistei para o projeto Encontros com a Fotografia da Fnac. O filme, para mim, basicamente fotografia (até porque não tenho conhecimento suficiente para falar dos filmes do Bressane, só sei do que gosto ou não) é de uma delicadeza e sutileza incríveis. Em muitos momentos fiquei muito emocionada com as imagens, com a luz selecionada e criada por Walter Carvalho. Valeu a pena poder olhar e pensar na imagem.
Postado por tramafotografica em thUTC31UTC07bTue, 07 Jul 2009 22:36:32 +00002009 18, 2007
http://tramafotografica.wordpress.com/2009/07/07/uma-aula-de-fotografia/
Nas sombra de um sonho
Foi como uma bos surpresa que vi no site do Clicio comentário sobre o livro do Claudio Marra que eu trouxe para o Brasil em 2005 e a Editora Senac concordou em comprar os direitos e publicar no Brasil. Junto com o texto do Clicio encontramos também um texto da Georgia Quintas, coordenadora da faculdade de fotografia em Recife. Claro que o o Alexandre Belém também comentou no eu Olha,Vê! Que bom. Como já havia escrito aqui é um livro que veio preencher uma lacuna nos textos sobre fotografia. Bom que ele esteja sendo lido e comentado.
Postado por tramafotografica em thUTC31UTC07bTue, 07 Jul 2009 21:46:06 +00002009 18, 2007
http://tramafotografica.wordpress.com/2009/07/07/nas-sombra-de-um-sonho/