Mais um vôo

Estou indo para Recife! Delícia! Vou passar o fim de semana por lá. Na agenda várias coisas: uma aula para alunos da Faculdade Mauricio de Nassau, participação no V Congresso  Brasileiro de Comunicação Social e no domingo, final de tarde, um bate-papo sobre Cartier-Bresson, na Arte Plural Galeria!

O bom é que vou reencontrar vários amigos que tenho por lá e espero, desde que o tempo esteja bom, domingo almoçar na Oficina do Sabor em Olinda, afinal eu também mereço me tratar bem, super bem, aliás!

Volto na segunda!

Bom final de semana para todos!

Parabéns!

Alexandre Belém, reporter fotográfico de Recife, reformulou e seu blog. E agora que completa um ano, ele resolveu festejar com uma belíssima entrevista com Claudio Versiani do PicturaPixel. Cada vez mais a comunidade virtual sobre fotografia se amplia na Internet! Eu acho fantástico! Podemos ver nos mais variados blogs e todos com intecionalidades diferentes, a vontade de discutir fotografia.

Ao Alexandre Belem, vida longa ao seu blog! Assim como para todos nós! Olha, vê, e o Picturapixel, são leituras diárias, obrigatórias!

Mais um espaço para imagens fine prints!

Ontem foi a festa de inauguração do  Giclê Fine Art Print, um novo espaço em impressão digital: eles oferecem ao mercado fotógrafico impressões com pigmento mineral de algodão que garantem a longevidade da cópia, além de uma perfeita gamas de tons de cinza e larga escala cromática, proporcionando a máxima qualidade final. O Giclê Fine Art Print é dirigido por Ana Lucia Mariz, Daniel Renault e Marcelo Lerner, fotógrafos há 18 anos com grande experiência profissional. Mais um espaço para ajudar o fotógrafo a obter o melhor de suas fotos. Procurem! Vale a pena! Eu recomendo!

O Giclê Fine Art Print fica na Vila Madalena, no beco do Batman, na Rua   Gonçalo Afonso, 116   Vila Madalena , Cep 05436 100,

gicle@gicleprint.com.br, Tel   11 3034 1854   /   11 3097 8166  

 

 

Livro de Fotografia premiado!

Foram Ricardo Mendes e Paulo César Alves Goulart que levaram o prêmio Jabuti na categoria Melhor Livro de Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação Artes, pelo livro “Noticiário Geral da Photographia Paulistana:  1839-1900″.  Merecido, pela pesquisa, levantamento histórico, e porque foi um prêmio para a Fotografia.

Abaixo a resenha que fiz para o jornal Estado de São Paulo em março de 2007.

“Um anúncio ‘estranho’ apareceu nas páginas do jornal Diário de São Paulo de 1871: “Perdeu-se no dia 4 do corrente mez na rua São Bento ou Direita um retrato em photographia, tendo o seguinte oferecimento às costas: À meus pais – D. Maria da Glória; e quem o tiver achado e o entregar no Largo do Carmo n.54 será gratificado se o exigir”

Esta é apenas uma das histórias saborasas que são narradas no livro “Noticiário Geral da Photographia Paulistana: 1839-1900” de Paulo Cezar Alves Goulart e Ricardo Mendes (co-edição Centro Cultural São Paulo e Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 340 páginas, R$ 75,00). Um projeto que nasceu em meados da década de 1990  como um levantamento junto aos arquivos de jornais, revistas e alamanques paulistanos editados no século XIX, com o intuíto de realizar um panorama das artes gráficas e da fotografia neste período. Ao final da pesquisa inicial, uma surpresa: o material sobre estúdios fotográficos e fotógrafos em São Paulo era vasto e importante. O livro ganhou corpo e o que temos agora é um compêndio dos estabelecimentos fotográficos na cidades, além de anúncios, litigios entre fotógrafos. Mas não é apenas um levantamento histórico. Ao acabarmos de ler podemos ter uma idéia de quão importante foi a fotografia para a sociedade paulistana  durante a última metade do século XIX. Não só pelo número de profissionais que aqui vieram e ofereceram os mais variados serviços, mas também do ponto de vista sociológico, político e artístico. A grande vedete sem dúvida era o retrato, mas as modalidades artísticas, as vitrines improvisadas nas janelas dos estúdios enriqueciam a paisagem urbana.

Acredita-se que a chegada dos primeiros profissionais à nossa cidade se deu por volta de 1846 durante uma visita do imperador D.Pedro II à província de São Paulo. Como já se tornou conhecido nosso imperador foi um amante da fotografia e um grande incentivador e em todas as suas viagens se fazia acompanhar por um fotógrafo que tinha a incumbência de registrar e documentar as atividades imperais. Pode ser. Mas o que sobressai deste estudo é a grande quantidade de estúdios em nossa cidade e sua localização. Como afirma a professora Annateresa Fabris no texto de introdução da obra: “dos anos 50 aos anos 80, os profissionais buscam como sede de seus empreendimentos o Triângulo (rua Direita, São Bento, Rosário) ou as ruas a ele adjacentes. Na década de 1890, verifica-se a presença de um núcleo bastante significativo do Brás- bairro que, desde 1870 atrai imigrantes e industriais e que tem seu crescimento associado ao desenvolvimento da rede ferroviária (Central do Brasil e Santos-Jundiaí). A travessia do Tamanduateí parece indicar uma expansão da clientela fotográfica num sentido mais popular; no mesmo período, assiste-se também à abertura de alguns estabelecimentos num bairro de classe média como Santa Ifigênia, construído a partir da configiração da cidade burguesa no final do séculoXIX”. Desta maneira o livro também se torna um retrato”econômico da província: pelo preço dos retratos.

E a concorrência era tão grande entre os profissionais que alguns litigios se tornaram de domínio público por terem sido publicados nas páginas dos jornais. Foi o caso entre Alexandre Monteiro da Silva Roland e José Augusto de Moura. O bate-boca deu-se no Correio Paulistano em 1861. Roland anuncia-se como novo retratista e acrescenta ter sido professor de José Augusto Moura. Indignado ele respondeu que a ninguém interessava saber quem eram os ex-alunos de Roland e alfineta: “vendo que o mestre pouco entendia da matéria que ensinava, procurei Ignacio Mariano da Cunha Toledo”. A polêmica durou quase sete meses.  Ou então a auto-promoção dos estúdio Carneiro & Gaspar que se apresenta, em 1865, nos jornais da seguinte forma: “sem dúvida o melhor que existe nessa cidade não obstante a afluência dos concorrentes…” e por aí segue descrevendo suas habilidades e possibilidades fotográficas.

São estes relatos que permeiam o estudo, a descrição dos profissionais, as imagens dos anúncios e as próprias fotografias que dão ao livro uma abrangência vasta. Não é um mero elenco dos profissionais, mas uma análise do que se produziu na época. O livro é fartamente ilustrado por fotografias que pertencem ao Museu Paulista – USP, mais conhecido como o Museu do Ipiranga, um dos mais importantes acervos de fotografia sobre São Paulo no século XIX, além de imagens encontradas nos arquivos públicos. Assim, podemos ter uma outra visão da cidade de São Paulo. Seu crescimento pela febre dos retratos que não deixa de ser a busca da vaidade e da importância social.

São livros como esse que ajudam a descobrir um pouco mais da nossa história imagética, a contar o desenvolvimento de nossa sociedade e a confirmar  a importância da fotografia na modernidade que nasce no final do século XIX início do século.

Tomara que D. Maria da Glória tenha achado seu retrato!”

Oba! Eles responderam!

No sábado escrevi que o primeiro passo do “Fotografia Rodante” já estava na estrada. Pena que choveu! Mesmo assim, já no final de semana, eles mandaram as primeiras notícias. Eu demorei para escrever o post, pois – para variar – estou fazendo mil coisas ao mesmo tempo. Mesmo assim vai agora, lembrando que eles têm um blog onde você poderá acompanhar passo a passo o que o ciM (centro independente da imagem) anda fazendo. Participem!!!!

Sob fogo cruzado!

Revi este filme na madrugada de sexta-feira na televisão. Para quem não lembra – ou não viu – é um filme com o Nick Nolte, um fotógrafo que vai cobrir a revolução dos poetas na Nicarágua (na verdade a revolução popular democrática contra o governo de Anastasio Somoza). É antigo, de 1983. Portanto Nick, que é o fotógrafo (e vamos tirar todo o romantismo de sua paixão pela repórter, que é uma história à parte) usa as velhas e boas Nikons (eu tenho uma , a FM – totalmente manual, há 30 anos. Foi minha primeira câmara séria. Não vendo, não emprestou e não dou. Recentemente ela foi para a revisão e está ótima!). Bom, voltando ao filme, ainda na época da fotografia analógica e quando a discussão sobre a manipulação da imagem (seríssima) ainda não estava em voga. A questão é que a dupla de jornalistas se apaixona pela causa sandinista e topa fazer uma foto-falsa. O lider do movimento, Rafael, foi assassinado. Mas, mas para manter a causa viva e derrubar o governo ditadorial, Nick Nolte aceita fazer uma imagem em que o líder parece estar vivo. Segurado por dois companheiros, a imagem roda o mundo com a manchete: “Rafael está vivo!”. Isso depois de Somoza ter dado uma coletiva dizendo que ele estava morto. E aí, bom, essa imagem, obviamente tem uma série de consequências. e existem outras também, como quando Russell (esse é o o nome do personagem) fotografava o exército fiel a Somoza assassinando um jornalista norte-americano que lhe pedia informações. E o filme vai por aí, nas entrelinhas entre o romance, falando da importância da imagem. Cenas interessante. Vale a pena ver, até para discutir a recepção da imagem e suas consequências! Vou comprar para usar nas minhas aulas do ano que vem!

 

Mais uma matéria!

 Estou mais uma vez na revista Brasileiros! Agora é na edição de setembro onde escrevi sobre o resgate fotográfico das imagens do jornal “Ultima Hora” carioca! Hélio Campos Mello abre cada vez mais espaço para que possamos discutir a fotografia! Insanamente, ou num momento de desvario, ele me convidou para colaborar regularmente com a revista. Eu amei! Agora todo mês vou bombardeá-lo com opções e sugestões de pauta!  Não sei se vou conseguir emplacar, mas quem mandou me dar espaço?

Excelente!

Matéria hoje no jornal Folha de S. Paulo com a artista e fotógrafa Sophie Calle feita em Paris pela jornalista Gabriela Longman. Ela soube com suas perguntas trazer à tona muito desta artista que eu gosto muito. Como ela consegue, de forma não caricatural, trazer problemas existenciais e transformá-los em imagens. A entrevista mais parece uma bate-papo entre amigas. É isto que a faz interessante. Sophie estará presente na próxima Bienal aqui em São Paulo que inaugura agora em outubro. Pena que o trabalho que os curadores escolheram seja muito antigo (1981). Infelizmente Sophie não virá ao Brasil agora, mas no ano que vem estará por aqui: no segundo semestre ela vai passar por São Paulo, Rio e Salvador, apresentando um trabalho novo – pelo menos para nós: “Prenez Soin de Vous”! Em português: “Cuide-se!”, final da carta de um namorado que estava terminando a relação: uma instalação multimídia que ela mostrou na Bienal de Veneza no ano passado.

Sophie Calle vale a pena! E vale a pena ler a entrevista!

É hoje!

Começou o projeto “Fotografia Rodante” (leia aqui). Vamos ver o que Marcello Vitorino, Nilva Bianco, Nario Barbosa, Leonardo Colosso, Daniel Tossato e Celisa Beraldo vão nos contar. Muitos participaram com livros, revistas e máquinas fotográficas. Espero que os organizadores nos mandem algumas fotos para que possamos mostrar!

Sucesso ao grupo do CiiM- Centro Independente da Imagem!

Notas de ParatyVI: Sei lá porque!

Minha semana no Paraty em Foco se encerrou no domingo de manhã com minha última entrevista com o Alex Majoli. Não sou apaixonada pelo trabalho dele, acho que ele trabalha só com clichês e coisa e tal. Uma fotografia altamente previsível: fato aliás que ele reconheceu durante a entrevistas. Mas concordo com ele quando diz que existe muita mistificação em torno dos fotógrafos da Magnum.  Como quando o mediador do encontro Juan Esteves perguntou como era o contato dele com os mais antigos da Magnum e ele, italianamente, respondeu, com um levantar de ombros. Tímido, o loiro por quem muitas garotas suspiraram nesta semana, embora ele estivesse acompanhado de sua namorada grávida, fez um enorme esforço em mostrar suas fotos e mais ainda em responder perguntas dos entrevistadores e do público. Mas com certeza, foi o mais sincero: não criou nada sobre ele, não desfilou histórias e muito menos se fez de bacana,  dizendo o tempo inteiro: sou fotógrafo, nada mais do que isso!

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