Marcio Scavone abre exposição e lança o livro “Viagem à Liberdade”, hoje à noite no Museu da Casa Brasileira. Leia matéria no Estdão (só para assinantes). Quando fui entrevistar o Marcio para a matéria o livro estava chegando da gráfica. Foi muito bom poder então conversar com ele folheando a publicação e vendo as ampliações que hoje estarão no Museu. Há muito não me emocionava tanto com um trabalho, pela sua beleza, delicadeza e cuidado, tanto de edição, ma sobretudo de impressão. Marcio foi cuidadoso, o livro tem textos e legandas em português e japonês. Metade do livro se lê e vê de forma ocidental a outra metade de maneira oriental. Paralelamente a Revista National Geographic Brasil também dedicou 18 páginas para o ensaio. Como só assinatens poderão ler a matéria na Internet, reproduzo abaixo alguns trechos:

Foram cem dias caminhando pelo bairro da Liberdade durante dois anos, cem dias para celebrar o centenário da imigração japonesa. Marcio Scavone teve seu primeiro contato com o lugar ainda nos 70 quando foi levado por seu pai.

Guiado por seu olho resolveu entrar na ponta dos pés pela Liberdade, procurando fazer amigos, ouvir histórias, acompanhar a vida dos que lá moram, trabalham. Saiu do comum, do convencional. Quem conhece e freqüenta o bairro, com certeza vai reconhecer lugares, quem não andou com a atenção devida por lá vai querer voltar e ver com seus olhos o que Marcio Scavone viu por nós.

“Viagem à Liberdade” é muito mais do que o retrato de um bairro é a liberdade que Marcio Scavone se permitiu de olhar e observar: “não pretendi ter uma compreensão intelectual e profunda do Japão nem de todos os desdobramentos de seus códigos sociais e de ética pessoal”, registra em seu texto. Rendeu-se, porém, à vontade de narrar esta história, talvez muito mais sua do que do bairro, mas sem dúvida é uma homenagem a ele e as pessoas que o habitam. Um relato em busca da delicadeza!