Era desta maneira que o fotógrafo se despedia das pessoas que encontrava nas ruas. Agora devemos desejar o mesmo para ele. Philip Jones Griffits (1936-2008) morreu no dia 18, aos 72 anos.

Fotojornalista integrante da Magnum tornou-se conhecido por suas fotografias feitas durante a Guerra do Vietnã. Sua cobertura resultou no livro “Vietnam Inc.”, publicado em 1971.
Nele além das imagens, Griffits publicou sua visão da guerra e algumas poesias. Uma das suas frases deveria ser lembrada hoje que vivemos na era das imagens sensacionalistas: “não me interessa a fotografia choque e sangrenta, até porque uma pessoa normal fecha os olhos e vira a página, é preciso atingir o nó emotivo”. Nascido no País de Gales, sempre se considerou um pacifista e não um fotógrafo de guerra, assim como Robert Capa que afirmava fotografar a guerra porque a odiava.

Dele disse Cartier-Bresson: “ninguém depois do Goya (1746-1828)descreveu a guerra como ele”!
Incrível esse fotógrafo e seus pensamentos sobre a fotografia e a vida.
O ser humano que teve a coragem de sair da fala para a prática, e que, num ato pacifista, usou a fotografia para travar um pouco a insanidade da industria armamentista. É, quando a guerra acaba, não se vende balas mortíferas. O capital sem pátria conhece bem isto…