Saudades da Itália, I

Ando com muitas saudades da Itália, de sua confusão, de sua comida, bebida, de suas cidades históricas, de sentar à toa esperando o tempo passar. Acho que está na hora de uma visita!

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E tudo isso só para dizer que abra amanhã em Besana Brianza (perto de Milão),  organizada pela Admira uma exposição da Tina Modotti, (1896-1942) uma das minhas fotógrafas preferidas, não só pelas suas imagens, mas por sua vida, suas aventuras. . Tina nasceu em Udine, cidade da minha mãe, portanto sou 50% friulana. Lá existe o Comitê Tina Modotti e foi meu tio (o pesquisador Manlio Michelutti) que me apresentou ao trabalho da Tina no final dos anos 80. desde então adquiri todos os livros (ou quase todos) sobre ela, sua vida e suas imagens. E é este justamente o tema da mostra.

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Quem estiver por lá, vale a pena uma visita. Quem não estiver pode ver as fotos de Tina Modotti aqui.

“Que você possa caminhar na luz!”

Era desta maneira que o fotógrafo se despedia das pessoas que encontrava nas ruas. Agora devemos desejar o mesmo para ele. Philip Jones Griffits (1936-2008) morreu no dia 18, aos 72 anos.

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Fotojornalista integrante da Magnum tornou-se conhecido por suas fotografias feitas durante a Guerra do Vietnã. Sua cobertura resultou no livro “Vietnam Inc.”,  publicado em 1971. livro2.jpgNele além das imagens, Griffits publicou sua visão da guerra e algumas poesias. Uma das suas frases deveria ser lembrada hoje que vivemos na era das imagens sensacionalistas: “não me interessa a fotografia choque e sangrenta, até porque uma pessoa normal fecha os olhos e vira a página, é preciso atingir o nó emotivo”. Nascido no País de Gales, sempre se considerou um pacifista e não um fotógrafo de guerra, assim como Robert Capa que afirmava fotografar a guerra porque a odiava.

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Dele disse Cartier-Bresson: “ninguém depois do Goya  (1746-1828)descreveu a guerra como ele”!

Leitura de portfólios, será?

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Já há algum tempo venho me perguntando da eficácia e necessidade da leitura  de portfólios nos festivais de fotografia. Tendo em vista a procura, deve ser grande. Mas eu pergunto se a forma não está esgotada. Dificilmente vejo alguém que saia satisfeito de uma. Quase sempre reclama do leitor, mesmo quando este teceu elogios ao seu trabalho. Eu confesso que tenho dúvidas: leitores que não querem ler, fotógrafos que esperam sei lá eu o que. Outro dia me perguntaram se poderia fazer 5 horas de leitura! Poder, posso! Mas para que? Esta é a dúvida que me assola. Cansei de ver fotógrafos-leitores que não ajudam em nada, só querem falar de si, e o pior mostrar o trabalho deles para os que se prestam a ser atendidos (esta eu mesma vi no útimo mês da fotografia em São Paulo). Outros que esperam que você faça milagres! Sei lá. Existem pessoas que fazem leitura de forma muito séria, não é este o problema. Pergunto somente da eficácia! Vale realmente a pena! Tem fotógrafo-leitor que manda a namorada fazer a leitura no lugar dele porque ele está cansado. Nada contra a namorada que pode ser ótima, mas quem quer seu material visto por fulano, não quer que seja visto por sicrano (isto aconteceu recentemente em São Paulo). Frases do tipo “muito bom!” “gostei!”, “não gostei!”. Me parece tudo muito chato! Será que existe outra forma de apresentar e tornar conhecido o trabalho? Não sei! Só um desabafo no final da tarde!

Quando os retratados se revoltam!

 seriado.jpgseriado1.jpgComo todo mundo sabe (leia aqui) sou viciada em seriados de Tv. Agora em março na People&Arts estreou (pelo menos por aqui) Dirt, um seriado estrelado por Courtney Cox e Ian Hart. A idéia é reproduzir uma revista de celebridades e os paparazzi. Bom, a série é interessante, divertida, mas a visão da imprensa e dos fotógrafos não poderia ser mais desastrosa. Courtney Cox, mais conhecida por Monica de Friends, é uma diretora de redação de uma revista de fofocas: mal-amada, dura, seca, egoísta e fria. Capaz de levar – literalmente – os outros ao suicídio por suas fofocas. Seu braço direito é um paparazzo saído sabe-se lá de onde e como ele mesmo se define: “esquizofrenico funcional”. Não tem limites, não tem escrupulos, não tem censura. Ok. caricaturas. Mas confesso que a mídia fica mal na fita e de forma um pouco exagerada. É a forma como os artista vêem a mídia e vice-versa. Patético! O engraçado é que mostra também o outro lado: tudo o que os atores fazem para serem fotografadas, aparecerem na mídia, os acordos, os acertos financeiros, etc, etc, etc. Coisa de Hollywood! Não estou escrevendo este post para fazer propaganda do seriado (embora vale a pena ver), mas para repetir algo que já vimos mesmo no cinema: ele se criticam melhor do que ninguém.

livro.jpg O mesmo que acontece com o livro “Celebutantes” que acabo de ler e conta os bastidores do Oscar, relatado pelas filhas de um produtor e de um diretor de cinema. Hilário! Para quem quer entender a sociedade contemporânea, a sociedade do espetáculo……elas conseguem se superar. O fotógrafo? Bom este é sempre o último da fila! A vida imita a arte….a arte imita a vida…..Sei lá! Só sei que engraçado ver a visão que a televisão tem de si própria e dos outros!

Bela foto!

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estadao.jpgGostei muito da fotografia publicada hoje na capa do Estadão. Pena que não tenha sido manchete. Um policial nepalês tentando golepar um monje pelas costas. A foto foi distribuída pela agência Reuters, mas não aparece o nome do fotógrafo. Se alguém souber! Bela imagem: simples, direta, sem gordura! Absolutamente eficiente!

Mea-culpa!

 Confesso que não escrevi ontem por pura preguiça. A chuva só meu deu vontade ficar à toa lendo, despreocupadamente.  Simplesmente  decidi cabular o dia!

Mas foi ótimo!

O corpo e suas representações

livro1.jpgAmanhã, sábado, na Livraria da Vila, a professora Lucy Figueiredo vai lançar seu livro “Imagens Polifônicas-Corpo e Fotografia”. O corpo é um tema caro à pós-modernidade. Não que ele não tenha sido estudado e debatido desde que o homem resolveu deixar suas marcas por onde  passou, mas na contemporaneidade ele se torna o foco principal da discussão. Neste livro, a professora, coordenadora dos cursos de Fotografia e de Pós-Graduação em Cinema , Vídeo e Fotografia:criação em Multimeios,  da Universidade Anhembi Morumbi, traça  um panorama da representação do corpo através das referências de imagens, conceitos da história da arte. semiótica, história e fotografia, tanto do ponto de vista autoral como anônimo. O lançamento é na livraria da Vila da Fradique Coutinho. O encontro inicia às 15h. 

Frase- talvez texto – do dia!

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“Fotografar e desenhar – fazendo um paralelo – a fotografia é, para mim, a impulsão espontânea de uma atenção visual perpétua, que capta o instante e sua eternidade. O desenho elabora por sua grafologia o que a nossa consciência captou daquele momento. A fotografia é uma ação imediata; o desenho uma meditação”

Henri Cartier-Bresson!

Obrigada, grande mestre!

As raízes do Nordeste

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Literalmente. No próximo dia 13 a fotógrafa Sheila Oliveira lança seu livro”Carbaúba: a árvore que arranha”, pela editora Tempo d’Imagem. Um trabalho de fotodocumentarismo onde Sheila nos conta a importância desta árvore na vida nordestina, mais precisamente na vida do cearense: quem vive da carnaúba, a extração, a cera, os caboclos. Uma história de vida dentro de uma paisagem árida. Um documento para nossa memória.

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Sheila vive no Ceará, faz parte do grupo Ifoto, que estuda, debate, fala e pensa fotografia em Fortaleza. Estudou fotografia em Paris e em São Pauloe já foi correspondente da agência France Press e da jornal Folha de S.Paulo.

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O lançamento do livro será na Livraria da Vila, da Vila Madalena, a partir das 18.30h. Eu sempre que posso divulgo lançamento de livros e revistas. Assim aos poucos estamos construindo nosso museu imaginário dentro da fotografia. Concretizando histórias, narrando nossa cultura, nossa forma de viver. Trabalhos livres que adquirem cada vez mais espaço nas nossas livrarias e editoras.

Aviso aos navegantes: prêmio FCW prorroga inscrições!

A Fundação Conrado Wessel prorrogou até 31 de março o prazo das inscrições para a próxima edição do Prêmio FCW de Arte 2007, atendendo a pedidos de alguns fotógrafos por dificuldades técnicas no envio de sua ficha de inscrição em decorrência de alterações promovidas no “site” www.fcw.org.br.

O objetivo é permitir que todos os profissionais interessados tenham o tempo necessário para participar, seguindo as regras estabelecidas para o concurso. A data limite para as inscrições prevista inicialmente era 10 de março.

A ficha de inscrição e o regulamento completo do concurso estão disponíveis no “site” da Fundação Conrado Wessel .

Os fotógrafos interessados, que tenham trabalhos comprovadamente veiculados em mídia impressa nacional ou internacional, podem concorrer em duas categorias:

“Fotografia Publicitária” e “Ensaio Fotográfico”.

Essa nova edição do Prêmio FCW de Arte conta com alterações no regulamento da categoria “Ensaio Fotográfico”, na qual concorrem trabalhos constituídos por um conjunto de no mínimo 5 e no máximo 20 imagens, que podem ter sido produzidas em épocas distintas, mas devem ter sido publicadas de uma única vez em mídia impressa.

Serão permitidas as inscrições de ensaios veiculados entre 01 de janeiro de 2003 e 15 de dezembro de 2007, com o tema “Brasil: a questão socioambiental”, com abordagens que tenham a natureza ou a relação do ser humano com o seu meio.

As inscrições para a categoria “Fotografia Publicitária” seguirão as mesmas regras das últimas edições. Podem participar os fotógrafos de publicidade de todo o país, com até dois trabalhos veiculados em mídia impressa, entre 16 de dezembro de 2006 e 15 de dezembro de 2007. Continua valendo a obrigatoriedade de uma agência de publicidade na intermediação da veiculação do anúncio do qual a imagem faz parte. Além disso, a autoria só será válida quando o fotógrafo responder por, no mínimo, dois terços da imagem, devidamente comprováveis em caso de eventual auditoria.

A exemplo das edições anteriores, os trabalhos inscritos nas duas categorias do Prêmio FCW de Arte serão julgados por uma comissão composta por alguns dos maiores nomes da fotografia brasileira. O primeiro e o segundo colocados em cada uma das categorias receberão, respectivamente, R$ 115 mil e R$ 28 mil, incluídos os encargos fiscais.

Livro comemorativo e exposição

As 100 imagens escolhidas pelo júri do Prêmio FCW de Arte integrarão um livro e uma exposição. A mostra deste ano, realizada entre o final de outubro e o início de novembro, no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República, em Brasília, foi vista por mais de 12 mil pessoas, entre fotógrafos profissionais, estudantes e público em geral.

Esta foi a primeira vez que a exposição foi realizada fora de São Paulo.

Entre as fotografias que compunham a mostra estavam as imagens vencedoras de Tiago Santana , com o tema “O Chão de Graciliano”, sobre o sertão brasileiro, que conquistou o primeiro lugar da categoria “Ensaio Fotográfico, e de Gustavo Rodrigues de Lacerda , que ganhou na categoria ”Fotografia Publicitária”  com o trabalho “Tim: viver sem fronteiras”.                                                                     

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