Ô abre alas…..

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 Pois é…mais um carnaval! Confesso para vocês que eu, particularmente, não gosto de carnaval. Já passei em Olinda no início dos anos 80. Passei no interior de São Paulo, bailes de salão, carnaval no Rio mais recentemente. Nada! Carnaval não é minha praia. Por isso estou embarcando amanhã para um “retiro” em Paraty. Sossego, sombra e água fresca! Só espero que pare de chover! 

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Mas deixo aqui imagens de Augusto Malta(1864-1957) fotógrafo que tão bem retratou  esta festa no início do século XX! Divirtam-se, aproveitem! Sambem! Dancem! Nos falamos depois do dia 08 de fevereiro. 

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Reaparecem os negativos perdidos de Robert Capa

capa1.jpg O New York Times deu a notícia e mostrou algumas imagens hoje. A mala desaparecida de Robert Capa , cheia de negativos reapareceu e foi  entregue ao International Center of Photography, em Nova York . Agora a salvo,  estão sendo restaurados pelos técnicos e em breve, espera-se,  poderão ser vistos pelo público. Mas vamos aos fatos, ou ao que sabemos deles: 1939 – Robert Capa, de origem judia, é obrigado a abandonar Paris e mudar para os Estados Unidos para fugir das tropas nazistas. Na fuga, deixou num laboratório parisiense uma mala com seus negativos. Nunca mais se soube deste material e segundo contam, o próprio Capa tinha certeza de que a mala havia sido destruído pelos nazistas. Quase 70 anos depois este material reaparece. Ao que consta, pelo menos na notícia, a mala foi encontrada por um general mexicano, durante uma estada em Paris. Não sabemos se ele se apossou dela ou se a mesma lhe foi dada por alguém. Após a morte do general os herdeiros decidiram contatar o ICP. Mas, sem dúvida, há muito ainda a ser contado sobre este mistério. Com o material inédito, também estariam os negativos de Gerda Taro, sua mulher (ler aqui) e de David Seymour, o Chim, um dos fundadores da Magnum.

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Mas o que está deixando todo mundo agitado é que parece que na mala está o negativo da famosa foto do militante republicano assassinado durante a Guerra Civil Espanhola, em 1936. (imagem acima) Uma das fotos mais conhecida e famosa do mundo e também uma das mais polêmicas quanto a sua legitimidade e autenticidade. Agora só nos resta esperar a divulgação das fotos e que nos desvendem o mistério do tempo em que estes negativos ficaram no no México.

O cenário de D. Telma!

marilyn.jpgtelma0.jpg Duas exposições abrem hoje em São Paulo. Na verdade duas em uma: “Marilyn Monroe – o mito” e “  Telma Saraiva- à procura de um mito”. (leia aqui meu texto para o Caderno2 – conteúdo livre). Mas existe uma outro lado desta mostra, talvez uma terceira exposição que são as 15 imagens feitas pelo fotógrafo Cristiano Mascaro, na casa de D. Telma, no Crato, em Fortaleza.  

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Sem dúvida as imagens de D. Telma, nos intrigam, suas foto-pinturas, seus estilo rebuscado calcado nas revistas de cinema dos anos 40.

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Por isso são tão interessantes as imagens de Cristiano que conseguem retratar o lugar onde D. Telma vive: como montou e criou sua casa e como a própria residência de transformou no cenário de suas fantasias.  

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Às vezes, nem sempre, é curioso saber onde e como vivem os fotógrafos, os que o cerca, quais os livros que lêem, o que está em suas paredes. É uma maneira de complementar sua biografia, de entender porque enveredaram por um caminho ou como este caminho refletiu em seu modo de vida.

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Como disse, nem sempre isso interessa, no caso de D. Telma, porém, as imagens de Mascaro, completam e nos informam. Quem for para a exposição, não deixe de ver estas imagens. Quem não puder, por vários motivos, veja algumas imagens de Cristiano aqui no blog.  Leia também o que o Granulado publicou sobre D. Telma!

Imagens da paz

As fotos da guerra do Vietnã estão sem dúvida entre as mais importantes da história do fotojornalismo. Não só as da guerra em si, mas também as manifestações, o contorno, o cenário. Alguns estudiosos chegam a afirmar que as imagens foram determinantes para o fim da guerra. Os anos 60-70 foram anos importantes também de transformações no comportamento humano: maio de 68 na França, a liberdade sexual, os hippies, Woodstock, etc.

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Hoje, um dos fotógrafos que ajudou a criar esta imagem de pacifismo se foi. É Bernie Boston, 74 anos que trabalhou para diversos jornais norte-americanos. É dele uma das fotos que marcou o momento em que o mundo queria paz. Sua foto, “flower-power” foi feita durante um protesto pacifista em Washington em outubro de 1967.

No mesmo dia, no mesmo ano, um outro fotógrafo, o francês Marc Riboud, fez uma imagem muito semelhante.

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Coincidência? Não! Ideologia de um momento, no qual o fotógrafo, ou melhor o fotojornalista acreditava ser o olho do leitor, acreditava que sua foto fizesse a diferença e se preocupava com a notícia, ou com o impacto da mesma. Muito longe do que acontece hoje, onde estamos mais preocupados com uma estética vazia ou com o sensacionalismo.

Boa viagem Bernie!

Leia também o que foi publicado no Picturapixel

 

As imagens de Boris Kossoy

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Amanhã, dia 25, a Pinacoteca do Estado inaugura a mostra “Boris Kossoy: o caldeiscópio e a câmara”. São 120 imagens do fotógrafo Boris Kossoy, em geral mais conhecido e reconhecido por seus textos teóricos. Sempre fui sua fã (o nome trama fotográfica é inclusive inspirado num de seus textos – ver aqui).

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O conheci quando iniciei minha caminhada fotográfica, em 1979. Mas isso foi há muito tempo. Desde então ele se tornou referência em minhas pesquisas e meus estudos, isso quando não minha fonte quando o assunto era fotografia brasileira do século XIX ou então ideologia da imagem. Seus três livros: “Fotografia e História”, “Realidade e Ficções na Trama Fotográfica e “Os Tempos da Fotografia”, (todos publicados pela Ateliê Editorial) são, no meu entender, bibliografia obrigatória para quem quer e gosta de estudar fotografia.

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Por isso fiquei muito feliz em poder fazer uma entrevista com ele. Entrevista esta que saiu no Caderno2 (jornal Estado de S.Paulo) de hoje (livre só para os assinantes na internet). Mas o importante é que agora as pessoas vão poder conhecer um pouco melhor também o fotógrafo. Algumas imagens já deixo aqui. A exposição abre amanhã, mas vai até o dia 23 de março!

Esta é boa!

Diz o ditado: “se não puder vencer o inimigo junta-se a ele”. E foi isso que inglesa Kate Middleton fez. Kate who? Ela é a namorada do príncipe William e cansada de ser assediada pelos paparazzis, resolveu aprender fotografia. O mais bacana é saber quem vai ser o professor dela. Nada mais, nada menos que o peruano Mario Testino, conhecido por suas festas badaladas (a última foi no Rio de Janeiro no Copacabana Palace ) e por seus editoriais de moda.

29_mvg_cult_diana.jpgAliás, foi Mario Testino que fez as últimas fotos da Princesa Diana, pouco antes de seu acidente fatal.  Kate vai se mudar em março para Nova York onde trabalhara como estagiária do fotógrafo. Quem foi que a indicou para o Testino? O princípe William, é claro. Mas acredito que o que se espera mesmo é que o mestre faça um ensaio com sua pupila.

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E se ela vai se tornar fotógrafa realmente ainda não sabemos. Mas com certeza não será a primeira da família real (isso se ela casar com William). O  ex-cunhado da rainha Elizabeth, e ex-marido princesa Margateh, Lord Snodon, durante anos também foi o fotógrafo da família.  Mas essa é apenas uma curiosidade.

Porque você pediu….

Confesso que hesitei muito antes de escrever este post.  Não achava que aqui fosse lugar para isso. Mas todas as minhas assessoras e assessores (entenda-se ex-alunas e alunos e atuais amigos) me disseram para escrever. Além disso tenho recebido inúmeros e-mails pedindo. Então lá vai a agenda dos meus cursos neste primeiro semestre.

MUSEU DE ARTE MODERNA- MAM São Paulo

fevereiro – início dia 9 de fevereiro – Pensadores da Fotografia- duração 8 encontros

março – início dia 6 de março – História da Fotografia – duração 12 encontros

Maiores informações: no site do MAM

FULLFRAME – Escola de Fotografia

fevereiro – início dia 27 – A importância do pesquisador iconográfico – 4 encontros

abril – início dia o2 – Imagem e Simbologia – 6 encontros

junho – início dia o4 – Fotos e Fatos – 6 encontros

Maiores informações no site da Fullframe

Censura à italiana!

Absurdo! É a única palavra que me vem à mente depois que li materia no jornal italiano “Corriere della Sera”. A prefeita de Milão, Letizia Moratti, resolveu censurar uma mostra fotográfica  organizada pelo assessor de cultura (historiador e crítico de arte) Vittorio Sgarbi. A exposição traz (ou traria) imagens de Joel Peter Witkin (Nova York, 1939) e Jan Saudek (Praga, 1935) e em tese, programada para o Palazzo Reale em Milão, a partir do próximo dia 29. A justificativa é que são fotografias ofensivas e agressivas. E a prefeita acrescenta: “já fizemos exposições agressivas como a de LaChapelle (ler aqui), mas ele tudo bem!”.

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Os critérios da senhora Letizia? Ninguém sabe! De qualquer maneira a polêmica está lançada e como tudo que acontece na Itália a briga está sendo realizada via jornais e programas de televisão.

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Fotógrafo em cena!

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Mimmo Cattarinich é um dos mais conhecidos fotógrafos de cinema. Trabalhou com os grandes mestres italianos como Federico Fellino, Pier Paolo Pasolini, Bernardo Bertolucci,  numa época em que o cinema italiano fazia e contava a história e, mais recentemente, Pedro Almodovar. Seu escritório é na famosa Via Veneto onde tantos personagens como Sofia Loren, Marcello Mastrioiani foram imortalizados. Mimmo começou sua carreira em 1961 quando pela primeira vez foi fotógrafo de cena, antes disso trabalhou alguns anos como laboratorista nos estúdios do produtor Dino de Laurentis. Depois que iniciou a carreira como fotógrafo de stills não parou mais. Suas luzes e contra-luzes, a dramaticidade das cenas o uso preciso do preto-e-branco são algumas caracteríticas das suas fotos, como a imagem de Bernardo Bertolucci retratado no deserto durante uma filmagem (foto acima). Assim como teatrais e dramáticas são suas fotos coloridas, como a do filme “Os contos de Canterburry” do Pier Paolo Pasolini (foto abaixo). Agora parte de seu trabalho poderá ser vista em São Paulo, no Sesc Pinheiros, onde será aberta uma exposição na próxima quinta-feira 24 de janeiro.

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Vale a pena ver um dos grandes mestres das luzes!

Também vale a pena ler a matéria de Flávia Guerra publicada hoje no Caderno2 do jornal Estado de S.Paulo.  Flávia entrevistou Mimmo e traz um monte de histórias saborosas.

 

 

O inferno são os outros!

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  A exposição ”Heaven to Hill: Belezas e desastres” de David LaChapelle, (baseada em seu último livro publicado em 2005) será aberta no Mube, em São Paulo, na semana que vem, no dia 21.  A exposição é divivida em quatro módulos: na primeira com modelos e personalidades variadas; a segunda com modelos anônimos e na terceira serão exibidos alguns videoclipes e na última seus filmes.  

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David LaChapelle fez muito sucesso quando apareceu com suas imagens coloridas, barrocas,.para alguns, surrealistas para outros e subversivas para um terceiro. Alguns criticos norte-americanos chegaram a defini-lo como o “Fellini da Fotografia”, em comparação ao cineasta italiano Federico Fellini. Parecia uma chuva de verão, ou seja, alguém que aparecia, de repente no mercado e que seria fadado a desaparecer com a mesma  rapidez visto que suas imagens cansavam e cansariam logo.  

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Em seguida, ele realmente deu uma sumida dos editoriais para reaparecer como diretor de videoclipes da Madonna, de Britney Spears, Jennifer Lopez, etc. Um pouco depois, mais uma surpresa, LaChapelle aparece como diretor de filmes, assim como “Rize”, que abriu o Festival Sundance em 2005 e foi exibido no Brasil em 2006.Mas David LaChapelle não é um fenômeno recente. Há mais de 20 anos ele fotografa. Nascido em Connecticut em 1963, e foi amigo de Andy Warhol e durante anos trabalhou como fotógrafo na Interview revista editada pelo artista. Aliás foi LaChapelle que fez o último retrato de Warhol, dois meses antes dele morrer em 1987. Mas sem dúvida, na moda ele foi um efeito passageiro. Em entrevista à revista Photo francesa de outubro do ano passado (já comentada aqui) ele deu uma longa entrevista por ocasião de sua mais recente exposição “Deluge” (Dilúvio) (uma retrospectiva com 300 imagens), realizada no  Palazzo Reale em Milão (fechou no último dia 6 de janeiro). Nela ele afirma que não tem mais interesse em realizas editoriais ou trabalhar para revistas: “Não vou mais trabalhar para revistas, cheguei num ponto onde espero seguir somente minhas idéias,  É a única coisa que posso fazer hoje. Não posso retroceder!”. As suas imagens sempre me pareceram “muito barulho por nada”. Mas absolutamente bem inseridas no que se entende por fotografia contemporânea: fogos de artifício, mas ao apagar das luzes….pouco sobra. De qualquer maneira seu trabalho, num primeiro momento é alegre, divertido e cheio de  citações, inclusive mitológicas. Não à toa ele acabou seguindo para o cinema, embora para mim ele esteja muito mais próximo do teatro, da tragédia  e da comédia grega. Mas gostando ou não, ele marcou época na fotografia de moda e não à toa a exposição chega agora por aqui, vinda de Buenos Aires, justamente no último dia da São Paulo Fashion Week.

                                                 

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