Saiu hoje no Caderno2 do jornal Estado de S. Paulo, minha resenha sobre o mais recente livro de Valdir Cruz “Caminho das águas”, publicado pela CosacNaify. Um super livro, bem impresso e impressionante pela qualidade imagética.
Valdir Cruz mora há 30 anos em Nova York e foi de lá, via e-mail que ele falou com o Tramafotográfica:
Muitos já falaram e escreveram sobre seu trabalho. Como você define este ensaio? Sem dúvida um documentário, não social como o livro dos Yanomami, mas na mesma linham pois trata de um problema ambiental a respeito da água. O Brasil é um país privilegiado com nada menos que 13% da águma potável mundial ficando atrás apenas do Canadá. Nesta primeira etapa do projeto a busca foi a beleza, o paisagismo. E a escolha do equipamento não poderia ter sido outra que não o grande formato. O projeto vai prosseguir, pretendo fotografar as bacias hidrográficas brasileiras.
A poesia marca teu trabalho ao mesmo tempo que você mantém uma forte tradição documental. Como você vê estas duas questões no seu trabalho? Isto é novo para mim. A referência poética. A poesia está onde está nosso coração. Se desenvolvermos um trabalho fotográfico apenas pela fotografia, será um trabalho frio e não vai alcançar sua meta, já que vai se tratar apenas de uma boa imagem. Já a questão documental é uma questão de opção. Quando me dei conta que poderia passar uma mensagem via imagem, pensei que me sentiria melhor se esta imagem pudesse ou viesse a fazer alguma diferença. De qualquer maneira meus projetos são longos, duram anos e de certa forma são bem minimalistas.
As fotos foram utilizadas com autorização do autor.