” A verdadeira imagem artística não está na obra, mas sim na memória”,
Pierre Francastel,(1900-1970), históriador e crítico de arte francês.
Esta frase se encontra no livro: Imagem, Visão e Imaginação.
” A verdadeira imagem artística não está na obra, mas sim na memória”,
Pierre Francastel,(1900-1970), históriador e crítico de arte francês.
Esta frase se encontra no livro: Imagem, Visão e Imaginação.
Postado por tramafotografica em stUTC31UTC12bSat, 01 Dec 2007 13:25:27 +00002007 18, 2007
http://tramafotografica.wordpress.com/2007/12/01/frase-do-dia-7/

Já escrevi aqui que o trabalho de José Frota fotógrafo paulistano, mas que mora em Natal (sorte dele) foi, depois das fotografias de Cristiano Mascaro, o que mais chamou minha atenção na entrega do Prêmio Porto Seguro de Fotografia. Agora, podemos ver mais. Abre amanhã, no Itaú Cultural e vai até o dia 20 de janeiro de 2008 sua exposição que integra o projeto Portfólio com curadoria de Eder Chiodetto. São 17 imagens realizadas nas periferias do Rio Grande do Norte. Não é apenas o registro que ele nos traz. Isso é fácil, mas sim a emoção de um tempo que passou e deixou marcar em lugares banais, comuns. O meio ambiente alterado pela ação do homem. Meio ambiente entendido aqui de forma ampla: ou seja o lugar que ocupamos. Não é à toa, afinal José Frota é formado em geografia pela Universidade de Berkeley, na California e especializado em Educação Ambiental. Desde 2002 vem se dedicando à projetos pessoais na área de fotografia.

Neste ensaio que ele nos apresenta percebe-se claramente sua busca pelo entendimento, de tornar conhecido o desconhecido de trazer para si e devolver a forma como ele está apreendendo o lugar. Uma bela exposição que, sem dúvida, vale a pena ver!
Postado por tramafotografica em stUTC31UTC12bSat, 01 Dec 2007 12:40:55 +00002007 18, 2007
http://tramafotografica.wordpress.com/2007/12/01/jose-frota-no-itau-cultural/
Um recente e breve artigo intitulado Assimetria Criativa, publicado recentemente por Ivan de Almeida em seu blog, despertou minha atenção por tratar do assunto técnica/conceito/linguagem de uma forma elegante. Ivan se apoiou em uma conhecida foto de David LaChapelle (que pode ser vista aqui) para, em torno dela, desenvolver seu raciocínio; muitos criticaram a sua escolha, pois em se falando sobre imagens não-nítidas ficou a dúvida; a foto em questão, quando vista em seu contexto mais conhecido que é o impresso, tem nitidez de sobra, que perde notavelmente quando vista na Internet.
Ora, o que poderia ser um demérito ao artigo de Ivan acabou sendo uma vantagem, pois os fotógrafos já não tem mais controle absoluto de como ou onde as suas fotografias vão ser vistas, e não podem prever o ambiente do observador; o que deixa o ponto em questão mais fortalecido! A foto é boa com ou sem nitidez, principalmente quando se conhece a importância do autor…
O que nos leva ao trabalho de Terry Richardson.
Filho de Bob Richardson, famoso fotógrafo de moda na “Swinging London” dos anos 60, Terry sabe muito de fotografia, convencional ou não. Talvez por tédio fotográfico acabou se dedicando ao estilo Gonzo, já ensaiado anteriormente pela Nan Goldin em seu livro “The Other Side”, e sempre usado com maestria por Nobuyoshi Araki desde “Tokio Lucky Hole”.
A maior resistência ao trabalho de Terry acaba vindo justamente daqueles fotógrafos ou críticos mais técnicos, que questionam a aparente crueza e falta de sofisticação dos enquadramentos, iluminação e direção de cena apresentados em suas fotos.
Tome-se como exemplo a sua foto mostrada acima; contém todos os elementos considerados criminosos por qualquer autor de apostila de fotografia básica! A foto não é nítida; a luz, dura e direta, clareia em excesso o seio em primeiro plano; o enquadramento é absurdo, com o tal seio ocupando 2/3 da imagem; o rosto, esmagado na diagonal superior do quadro tem as narinas de frente para a camera, dois infinitos buracos negros.
E, claro, axilas peludas sempre se parecem com ouriços.
Mas a foto virou capa de um livro,“Feared by Men, Desired by Women”! E fez sucesso absoluto quando vendido durante a exposição de mesmo nome, na galeria Michael Hoppen, em Londres.
Claro que é uma estética muito peculiar, baseada em conhecimento real e sofisticado de fotografia, mas totalmente corriqueira na Internet; quantas imagens porn ou gonzo como essa recebemos por dia em nossas lotadas caixas-postais de e-mail? Quantos popups se abrem em nossos computadores repentinamente mostrando filmes “caseiros” com a mesma linguagem? Quantos adolescentes por dia fotografam os amigos bêbados usando celulares?
O rigor técnico é totalmente sobreposto pela necessidade de comunicar, usando a linguagem das “point ‘n shoot” mais populares. O que o Terry faz é se apropriar desta linguagem (afinal, ele não passa de um adolescente brincalhão…) e a transformar em dinheiro.
Dinheiro de verdade, como podem atestar as marcas (de Vogue a Gucci: veja lista de clientes em seu site) que pagam os milhões de dólares que ajudam a criar e sustentar o mito.
Mudou o modo que vemos fotografias? A estética é orgânica e flui com o passar dos tempos? A técnica nunca teve real importância? Não, essas não são as perguntas certas, pois as respostas serão sempre sim.
O mistério maior, aquele a que aludiu o Ivan em seu artigo, continua sem resposta: Terry Richardson é famoso pelas boas fotos que faz, ou as fotos se tornam famosas e boas por terem sido feitas pelo Terry?
Não sei.
Só sei que não consigo parar de olhar para esta foto.
Por Clicio Barroso, fotógrafo
Postado por tramafotografica em stUTC31UTC12bSat, 01 Dec 2007 12:10:59 +00002007 18, 2007
http://tramafotografica.wordpress.com/2007/12/01/richardson-e-tostines-por-clicio-barroso/