Feliz Natal e Feliz Ano Novo!

digitalizar0001.jpg  Roma, 1962

Meus caros,

ficarei fora do ar até o próximo dia 2 de janeiro quando o tramafotográfica voltará cheio de novidades: mais entrevistas, mais depoimentos, mais convidados, mais criticas e resenhas.

Que todos vocês tenham um ótimo final de ano! Divirtam-se!  Nos veremos em breve!

Até já!

Simonetta Persichetti

O caminho das águas

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Saiu hoje no Caderno2 do jornal  Estado de S. Paulo, minha resenha sobre o mais recente livro de Valdir Cruz  “Caminho das águas”, publicado pela CosacNaify. Um super livro, bem impresso e impressionante pela qualidade imagética.

Valdir Cruz mora há 30 anos em Nova York e foi de lá, via e-mail que ele falou com o Tramafotográfica:

Muitos já falaram e escreveram sobre seu trabalho. Como você define este ensaio? Sem dúvida um documentário, não social como o livro dos Yanomami, mas na mesma linham pois trata de um problema ambiental a respeito da água. O Brasil é um país privilegiado com nada menos que 13% da águma potável mundial ficando atrás apenas do Canadá. Nesta primeira etapa do projeto a busca foi a beleza, o paisagismo. E a escolha do equipamento não poderia ter sido outra que não o grande formato. O projeto vai prosseguir, pretendo fotografar as bacias hidrográficas brasileiras.

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A poesia marca teu trabalho ao mesmo tempo que você mantém uma forte tradição documental. Como você vê estas duas questões no seu trabalho? Isto é novo para mim. A referência poética. A poesia está onde está nosso coração. Se desenvolvermos um trabalho fotográfico apenas pela fotografia, será um trabalho frio e não vai alcançar sua meta, já que vai se tratar apenas de uma boa imagem. Já a questão documental é uma questão de opção. Quando me dei conta que poderia passar uma mensagem via imagem, pensei que me sentiria melhor se esta imagem pudesse ou viesse a fazer alguma diferença. De qualquer maneira meus projetos são longos, duram anos e de certa forma são bem minimalistas.

As fotos foram utilizadas com autorização do autor.

A ponte do Rio Guaíba!

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nova-imagem.jpgHoje à noite, na Livraria Cultura de Porto Alegre será lançado o livro “A Ponte do Guaíba” em homenagem aos seus 50 anos. Com edição de Bia Blay e Maria Cristina Wolff de Carvalho e apresentação do cineasta Jorge Furtado, o livro traz imagens históricas e imagens atuais feitas pelo fotógrafo Eduardo Aigner.

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As fotos que ilustram este post foram cedidas pelo próprio Eduardo!

Frase do dia!

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“A capacidade de realizar uma fotografia artística não se improvisa, ela é o resultado do instinto artístico e de anos de trabalho!” Alfred Stieglitz (1864-1946)

Rodrigo Albert no Uruguai

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 Conheci o trabalho do fotógrafo mineiro Rodrigo Albert quando ele me convidou para escrever o texto do catálogo de sua mostra “Identidade Cultural Brasileira”. Lembro de ter escrito que o que mais me havia chamado antenção em em suas fotografias era um sopro de novo nos velhos assunto. Não foi com supresa, portanto, que soube que ele foi convidado a mostrar seu ensaio “Inserção”, no Fotograma, o Encontro Internacional de Fotografia de Montevideo, organizado pelo Centro Municipal de Fotografia. A jornada se iniciou em novembro, mas a exposição do Rodrigo abre amanhã e vai até março. Antes de ir ele falou com o tramafotográfica. 

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Você é o  fotógrafo convidado a participar desta mostra no Uruguai. Dá um friozinho na barriga?Estou muito ansioso, afinal é minha primeira individual Internacional. Dá um frio, porque sou convidado especial para encerrar as atividades do Fotograma de 2007. Estão me dando todo apoio e atenção.Meu trabalho ficará exposto por três meses, de 14 de dezembro a 05 de março. O Fotograma é um evento internacional de fotografia, com leituras de portfólios, wokshops, palestras e exposições. Além do meu trabalho o evento apresentou outros fotógrafos, como: Alejandra Stoulman (Chile), Daniel Benaim (Venezuela), Eugène Atget (Francia), Laura Mariategui (Argentina), Santiago Roose (Espanha), Iatã Cannabrava (Brasil). 

Que trabalho é este que você apresenta?Inserção é documentário imaginário, uma coletânea de imagens e textos produzidos a partir de visitas aos estabelecimentos prisionais do Estado de Minas Gerais, que utilizam o Método Apac (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados). A principal diferença entre a Apac e o sistema carcerário comum é que nas Apacs os próprios presos cuidam da segurança da penitenciária sem a presença de guardas civis ou militares. O método APAC foi idealizado e implantado pelo advogado paulista Mário Ottoboni em 1972, na cidade de São José dos Campos (SP). Já são mais de 100 unidades espalhadas em todo o território nacional, e em vários países como no Equador, Argentina, Peru, Estados Unidos, Noruega, Nova Zelândia, Alemanha, Holanda, Coréia do Sul, País de Gales, Inglaterra entre outros, em fase de implantação. Desde 1986, a Apac é filiada a Prision Fellowship Internacional, órgão consultivo da ONU pra assuntos penitenciários. Em 1991, foi publicado nos EUA um relatório afirmando que o Método Apac podia ser aplicado a qualquer lugar do mundo. No Uruguai será apresentado parte do trabalho que realizo nos estabelecimentos prisionais desde 2002. Serão fotos no formato de 70X105cm a 100X150 e um video. 

Qual a idéia de Inserção? Trata-se de um processo de inserção particular, que busca refletir e promover o confronto de visões de mundos – que se superpõem, distinguem, mas também se complementam. Os registros visam apresentar o dia-a-dia, dificuldades, sonhos e desejos desses homens. Assim, a proposta é acrescentar, criar uma nova gramática com representações não fechadas sobre a verdade dos personagens, imaginários, percepções e modo de viver. Apresentar através das imagens uma tentativa de produção de um mundo comum que é o do encontro, da pluralidade e, essencialmente, da diferença. É a minha inserção no mundo carcerário e na arte. A idéia não é sugerir uma reforma, mas destacar essas ligações invisíveis.  

Inserção é um trabalho mais antigo, porque escolheu ele para participar do evento? No mês passado em Montevidéu, conheci o Daniel Sosa, coordenador geral do CMDF. Marcamos uma reunião e apresentei meu trabalho a ele. O tema lhe interessou muito, o problema carcerário no Uruguai também é muito precário. Uma semana depois, estava em Buenos Aires e recebo o e-mail do Daniel me convidando para exposição. Fiquei surpreso, não esperava ser o convidado especial do evento. A idéia de apresentar Inserção foi de Daniel. 

Como você definiria seu olhar fotográfico?Não tem uma coisa exata, minha fotografia é um processo independente, um dia parei e procurei no silêncio. Assim, o meu modo de pensar e de agir ficou mais interessante. Este é o meu imaginário, não é um saber é uma força que me empurra, vem do meu desejo de fugir, de buscar e amar.   

 

  1.                   

4.                 

  

Chega de pseudo-celebridades e ataques de estrelismo!!!!!

  dsc00597.jpgEu sempre fui fascinada pelo Paparazzi, mas não  pelos fotógrafos em si. Explicando: Mas pelo trabalho inciado nos anos 50. Talvez antes. Mas ainda vou pesquisar direito estas figuras. Mas tudo isso para dizer que o texto do Élio Gaspari de hoje na Folha está um primor! Ele fala sobre as fofocas que cercaram os que se acreditam famosos e que foram ao show do Police no Maracanã.  Ele brinca com a hipocrisia das falsas celebridades (como ele mesmo diz, seja lá o que isso signifique).  Já deu! Chega de culpar imprensa e fotógrafos por tudo. Comportem-se: saiam de calcinha; não cheguem atrasados aos lugares, não beijem em público quem não é para beijar; não bebam em público, não falem alto ao celular, etc. Caso contrário, por favor….não saiam de casa e não esgotem nossa paciência!

Saudades do tempo (capa acima) em que ser Paparazzi era traduzir o glamour de uma época e fotografar pessoas que realmente tinham algo a dizer. Não a mera fofoca que enche as páginas de jornais e revistas hoje em dia!

 

 

Hoje para mim é dia de festa!!!!

Nasceu Leonardo!!!!!!! Com quatro kilos!!!!!!!!!!!!! Hoje à tarde em Udine, Itália!!!! É meu pseudo-sobrinho visto que é filho do meu primo-irmão Marco e de sua mulher Giovanna. Também é neto de Carla,  sobrinho de Federica e Antonio e primo de Giulia que tem 5 anos e é a minha paixão. São meus parentes maternos, portanto de Udine, cidade da fotógrafa Tina Modotti (uma das minhas fotógrafas preferidas) que foi namorada de Edward Weston, amiga de Diego Rivera e Frida Khalo!

Já ganhei meu presente de Natal e estou super emocionada! Viva Leonardo!!!!!

O olhar de Steichen

photo.jpgMinha amiga Claudia Cavalcanti me emprestou a Photo francesa de outubro. Tive uma bos surpresa: encontrei uma bellissima reportagem (bem escrita e abrangente) sobre um dos mais importantes fotógrafos do século XX: Edward Steichen (1879-1973). A reportagem foi feita porque, pela primeira vez, na Europa foi apresentada uma retrospectiva tão ampla dele.

 steichen2.jpgsteichen1.jpgsteichen4.jpg Polivalente fez fotos artisticas e comerciais: nús, paisagens urbanas, paisagens naturais, teatro, dança, fotografia de guerra e naturezas mortas. Participou ao lado de Alfred Stieglitz do movimento que ficou conhecido como Photo-secession que colocou em discussão a produção fotográfica no começo do século passado. Particularmente sempre gostei de seu trabalho e da forma como encarava a fotografia. Durante 15 anos foi editor da fotografia de revistas da Condé Nast, um dos grandes magnatas da imprensa americana. Trabalhou para revistas como Vogue e  Vanity Fair. Sempre teve certeza de que a fotografia é im meio de comunicação de massa e que por isso oferece uma multiplicidade de formas de expressão. Sua crença pode ser vista em seus trabalhos. Em 1955 era diretor de fotografia do MoMa, em Nova York e organizou a grande exposição “The Family of Man”.   Em 2008 a exposição vai viajar pela Europa, Estados Unidos e Canadá. Pena que a epopéia de Steichen não chegará até o Brasil.

Direitos Humanos!

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Na segunda feira comemoram-se os 59 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (embora muitos ainda não se dêem conta de sua existência!).

 

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Para comemorá-los a Caixa Cultural na Praça da Sé inaugura, na própria segunda-feira,  a exposição: “Direitos Humanos- um olhar fotográfico”, com a apresentação do advogado e fotógrafo Eduardo Muylaert. Participam da mostra Andrea da Veiga Pereira, Betina Samaia Martins Ferreira, Luciana Cattani (cujas fotos ilustram este texto), Maria Célia F. Monteiro de Barros e Vera Dorsa. A exposição vai até 15 de dezembro!

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Mais uma foto!

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Esta foto também foi feita em Atlântida, no Rio Grande do Sul. Eu adoro fotografar o chão, as texturas da areia e das folhas. Os rastros e as pistas! Talvez por isso seja fascinada por seriados , como Law and Order, Criminal Minds, C.S.I (todos: las Vegas, Miami, New York), etc, etc, etc,. Gosto desta coisa do desafio, da descoberta. Ah! sim o meu preferido é House! Pela sua ironia e pelo seu mau-humor hilariante!Mas isso é só divagação que antecede as férias! A partir de amanhã……férias totais. Mas o blog continua no ar!!!!!!

Claro que isso vai servir para organizar novos cursos e levar adiante meus projetos, estes ainda secretos, de escrever dois livros sobre fotografia!

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