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Fiquei pensando sobre as imagens da Marilyn Monroe expostas no MAM do Rio e feitas pelo fotógrafo Bert Stern um pouco antes de sua morte (da Marilyn). Ver matéria hoje no Caderno2 do Estado de S. Paulo. Aliás fiquei pensando em todas as imagens dela de um modo geral. E aí fiz um paralelo com a Madonna. Pensei na fotografia, na imagem e na mídia. Marilyn foi totalmente usada (em todos os sentidos) pela mídia que fez dela o que quis: criou seu nome, a colocou onde queria, a tirou do centro das atenções, a mitificou e desmistificou) até ela chegar ao sucídio. Madonna, acho que é a vingança ou o lado B da Marilyn já que faz completamente o contrário. É ela que usa a mídia e faz o que quer, cria o personagem que quer e mantem vivo pelo tempo que lhe interessa. Isso acaba refletindo nas fotografias, nos retratos. No olhar e na intencionalidade do fotógrafo e da fotografada. Marilyn submissa frente às câmaras, Madonna se impõe. Marilyn dá à foto o que as pessoas querem ver, Madonna imprime às fotos a sua vontade. O que a foto diz ou querdizer está na própria imagem. Dois ícones, dois simbolos, ambas frutos da mídia e do mercado de consumo. Atitudes completamente diferentes frente a uma imagem.
foto da Marilyn: Fábio Motta da agência Estado.
Pat Falcão
/ thUTC31UTC10bWed, 24 Oct 2007 19:52:51 +00002007 18, 2007Adorei a observação!
Simonetta,
Aonde eu acho sua tese de doutorado para ler? Fiquei muito curiosa quando vc contou dela.
bjs
Jaque
/ thUTC31UTC10bSun, 28 Oct 2007 10:29:01 +00002007 18, 2007Frase da própria Madonna, falando a uma produtora que queria impor uma atitude à pop star, durante a gravação de um clipe: “Querida, eu não sigo tendências. Eu as crio”.
Diz a lenda.